Etiquetas

Mostrar mensagens com a etiqueta LIVE. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta LIVE. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 5 de julho de 2012

[FESTIVAIS] 18º Super Bock Super Rock - O que não podes perder


Amanhã começa a sério a 18ª edição de um dos melhores festivais de música de verão e também um dos mais controversos. O Super Bock Super Rock já teve vários formatos, com diversos tipos de música, mudou de sítio umas tantas vezes, de cidade, e agora que se estabeleceu no Meco, as críticas dos festivaleiros continuam a dar muita tinta que escrever. Mas vamos lá na mesma por uma razão muito forte e é essa razão que nos leva a escrever hoje. A música. 

Como vem sido hábito, existe um dia de recepção ao campista (que está a acontecer neste momento - dia 4 de Julho, pela noite fora), mas os dias que se seguem é que realmente interessam. 

As portas do recinto abrem às 16h, mas os concertos começam depois do jantar. No primeiro dia de festival, dia 5 de Julho, temos todas as razões para andar a correr de um palco para o outro. Começamos com os Capitão Fausto no Palco Super Bock e neste dia importa destacar a estreia em solo nacional às 21:50 dos Alabama Shakes no Palco EDP, que fizeram um dos melhores álbum do ano até ao momento. O regresso de uma bandas que nos marcaram, especialmente a quem começou a ouvir mais indie rock no início dos anos 00, são os Bloc Party, que depois de uma pausa, voltam este ano com novo material que se espera ouvir pela herdade, no Palco Super Bock às 22:40. Entretanto, a festa continua no palco EDP com o concerto dos Bat For Lashes e Battles. A noite acaba em grande com a apresentação ao vivo do último álbum dos Hot Chip, às 02:40 no Palco Super Bock. 

O segundo dia de festival obriga-nos a tomar decisões e neste caso não é fácil. Basicamente é ficar colado ao Palco Super Bock desde as 19h e assistir ao concerto dos Supernada, The Rapture, Lana Del Rey, Friendly Fires e M.I.A.. Sim, claro que é injusto, até porque temos nomes de peso também no palco EDP com Hanni El Khantib, Oh Land, Wraygunn e The Horrors, mas o novo álbum dos The Rapture, a revelação do ano em estúdio (mas não ao vivo) de Lana Del Rey, e M.I.A. (à qual basta citar o nome para se saber a grande festa que nos espera), faz com que o outro palco seja, literalmente, secundário. 

O último dia acaba com um Palco EDP cheio de bons novos nomes, como Perfume Genius, Little Dragon, St. Vincent e Regina Spektor. O que com o cabeça de cartaz a puxar para outro tipo de público, é uma óptima ideia. Claro que além de Peter Gabriel, vamos ter também o concerto dos The Shins que vêm a Portugal apresentar o seu último trabalho, muito bem criticado pelo imprensa. 


Podes sempre acompanhar passo a passo por onde o pessoal do Quiosque vai andar, via Facebook ou Twitter

Bom SBSR!



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Festival Paredes de Coura 2011



Este ano foi grande para o festival de música mais antigo do país, ainda no activo. Casa cheia nos três dias, cerca de 20 mil pessoas por dia e ainda com mais um dia extra de concertos além do já habitual dia da recepção ao campista. Ao contrário da maioria dos grandes festivais de música deste ano, não se ouviu nenhuma queixa, nada de concertos maus, nem de más condições ou falta de segurança.

Paredes de Coura é por excelência um festival direccionado para a música alternativa e independente, tirando o máximo partido disso mesmo nesta edição que contou com nomes de referência e de uma qualidade que foi comprovada por quem lá passou. Podem-se apontar como exemplo disso mesmo o concerto do regresso dos Pulp ao mundo dos palcos e da relação que se criou com o público do festival em 2009, sendo que o frontman Jarvis Cocker entre a sua britpop exemplar e a sua maneira peculiar e natural de entreter, consegue envolver-nos nas suas histórias cantadas e ser um senhor em palco sem rival. Quer dizer, parece que este ano não foi o único a ser um grande senhor da música e do entretenimento em palco, pois Erlend Øye dos Kings of Convenience fez-lhe frente de uma maneira impressionante, pois além da grande semelhança física, o senhor também sabia ser um grande entertainer mas com uma dificuldade acrescida que Jarvis Cocker não sente devido à sua música, os Kings of Convenience com o seu indie simples conseguiu ter o público a seus pés, mas com momentos hilariantes proporcionados por Erlend Øye.

Também já se esperavam e comprovaram-se grandes concertos dos Battles, que vieram apresentar o bem aclamado "Gloss Drop", o seu álbum deste ano, que deram um concerto excepcional, tendo ficado ao mesmo nível dos bons concertos de Mogwai, Wild Beasts, Deerhunter e Blonde Redhead, que deram dos melhores concertos que se assistiram este ano nas margens do Tabuão.

Das novas revelações que marcaram presença nesta edição do festival, à que destacar a consistência de George Lewis Jr. e o seu projecto Twin Shadow, que depois do sucesso do seu álbum de estreia "Forget" do ano passado, de já ter actuado em Maio no Lux em Lisboa e também em Vila do Conde e já ter agendado um concerto para o Clube Ferroviário em Lisboa a 1 de Setembro, conseguiu conquistar os mais distraídos com o seu concerto no palco principal. As Warpaint deram um óptimo concerto indie pop, daqueles a que o Festival Paredes de Coura já nos habituou com um grupo de meninas queridas e com boas letras, que deixam o público completamente arrebatado, o oposto ao que se assistiu no concerto dos nova-iorquinos Crystal Stilts, que não sendo propriamente bonitos nem num deslumbravam com o olhar, mas fizeram-nos viajar às suas influências de The Doors e Joy Division. Não esquecer claro o excelente concerto dos Two Door Cinema Club, que demonstraram que conseguem fazer muito mais do que a maioria das bandas que sai agora da Kitsuné e que acabam por funcionar muito, mas muito melhor ao vivo do que em anúncios para telemóveis. Quando se entrou no concerto dos Esben & The Witch, parecia outra dimensão, de um pop psicadélico obscuro mas completamente energético, que nos deixava de queixo caído e a pensar que realmente existem bandas que merecem e são bem melhores ao vivo do que ma melhor das aparelhagens. Mas um dos vencedores desta categoria vai claramente para os Metronomy que fizeram com que Marina & The Diamonds perdesse público para esgotar completamente a capacidade do palco after-hours, dando um concerto fenomenal em que demonstraram que não é só de um estúdio e computadores que uma banda actual precisa, carregando bem mais nas músicas ao vivo e dando-lhes uma emoção bem mais realista, levando o público a entoar as suas canções como se se tratassem de autênticos hinos.

Fora do grupo anterior das novidades, temos uma banda que foi tratada como tal por não ter sido muito divulgada ao longos dos anos por cá, mas que já tem um legado que faz inveja a certos cabeças de cartaz do festival, os …And You Will Know Us By The Trail Of Dead ou simplesmente Trail Of Dead já contam com sete álbuns, tendo sido o último "Tao Of The Dead" lançado no início deste ano e contaram com o seu rock psicadélico para impressionar o público, havendo muitos que certamente nunca teriam ouvido falar dos texanos. E parece que conseguiram, pois deram um concerto onde demonstraram um poder para lá do esperado, acordando os adormecidos que se encontravam pelo anfiteatro e conquistando todos os que não os conheciam.

Os Crystal Castles deram um concerto a sério desta vez na recepção ao campista, visto que em 2007 quando lá foram apenas deram um concerto de 20 minutos deixando o público cansado, mas sedento por mais. Parece que 2011 é que foi o seu ano em Paredes de Coura. E Omar Souleyman? Bem, parece que o sírio consegue fazer realmente um grande festa! E que festa! Deixou o os festivaleiros todos ao pulos com, sabemos nós lá o que raio estava ele a dizer, e os seus ritmos contagiantes e dançáveis!

Por incrível que pareça, um dos cabeças de cartaz mais aguardados deste festival, são aqueles que não têm muito mais de uma hora de música para tocar, pois apenas têm um álbum que já foi lançado em 2006. Os Death From Above 1979 são um exemplo muito raro de como a paixão por uma banda pode ser apenas feita a partir de onze músicas e de uns tantos singles. A resposta também não é muito complicada, eles eram e continuam a ser bons naquilo que fazem e a energia do seu punk rock electrónico consegue com que se encha o anfiteatro de Paredes de Coura e que o crowd surf pareça um autêntico tsunami humano em direcção ao fosso do palco. Também há que destacar o profissionalismo e a paciência da equipa de segurança que foi impecável no meio de tanta confusão.

Está de parabéns toda a organização deste festival, que se chegou a temer em edições anteriores o seu desaparecimento, mas que depois do enorme sucesso que se presenciou neste ano, duvido que haja qualquer tipo de problema na edição de 2012. Para o ano lá estaremos certamente, os que todos os anos acreditam e lá estão, aos novos aficionados que foram e aos que ouviram falar de tal evento e que para o ano se irão estrear por lá.

Até para o ano Festival Paredes de Coura!



segunda-feira, 18 de julho de 2011

Festival Super Bock Super Rock 2011 | Review dos concertos vistos



Acabou ontem um dos festivais de Verão com os melhores cabeça de cartaz deste ano, mas certamente com uma das piores condições a nível de organização do festival em si. Mas falando agora do que interessa, há que referir que foram escolhidas três das bandas mais carismáticas desta década, todas com álbuns recentes bastante bons que voltaram a tornar o Super Bock Super Rock numa referência como festival.

Acho que nunca tinha pensado bem em atribuir posições para quais os melhores concertos num festival, mas neste a lista foi-se criando ao longo dos dias sem eu dar grande conta disso. Apenas vou puder falar dos concertos que vi (parece-me um bocado óbvio), o que me corta logo alguns que gostaria mesmo de ter visto e que muito provavelmente ocupariam bons lugares na minha lista, como é o caso de Lykke Li e The Vaccines.

O bom bocado que vi de Beirut mostrou-me um concerto alegre, cheio de vontade de mostrar o seu trabalho ao público, mas não me conseguiu cativar o suficiente com a sua colecção de instrumentos de sopro. O que me fez desejar que o concerto findasse entretanto pela minha falta de disponibilidade emocional no momento, provavelmente devido a ter vindo de outros dois concerto que me encheram bastante o olho e os ouvidos (Tame Impala e El Guincho) no Palco EDP.

Um dos concertos que por muito que se gostasse de ouvir e por bom que fosse, não se adequava de maneira alguma a este tipo de festival, era o de Rodrigo Leão & Cinema Ensemble. É um concerto que exige uma certa acústica que como é de calcular, um festival não a pode garantir, muito menos naquelas condições, o que fez com que um concerto bastante rico a nível instrumental se perdesse entre o pó que andava no ar, não tendo sido saboreado como devia ser.

Em relação a Brandon Flowers, bem, nem sei bem o que dizer. Quer dizer, eu sei mas não me parece muito correcto escrevê-lo aqui. Quando um frontmen, neste caso dos The Killers, se aventura num projecto a solo só podem haver dois resultados: ou a coisa resulta e muito bem, vamos para a frente com isto ou não resulta assim tão bem, o álbum não é lá grande fenómeno e ainda tem de cantar as canções da banda pela qual ainda é frontmen (ou não) para apimentar o público e vê-lo com as mãos no ar. Acontece que Brandon Flowers encaixa-se no segundo resultado possível. O concerto que aconteceu no SBSR foi fraco, aborrecido e sem grande entusiasmo, excepto (lá está), quando eram tocados êxitos dos The Killers numa versão mais electrónica (estragando as originais, bem melhores) que levavam o público a bater palmas entusiasticamente como se tivesse realmente a assistir aos The Killers – mas nem se comparando um bocadinho que fosse ao que se assistiu na edição do SBSR 2009 no estádio do Restelo, onde os The Killers deram um concerto memorável. Por isso Brandon Flowers, why don’t you Change Your Mind?


Agora vamos à contagem decrescente para qual o melhor concerto desta edição do Festival SBSR 2011:

Em sexto lugar temos o concerto de El Guincho no Palco EDP, que nos trouxe o seu ultimo álbum Pop Negro, mas sempre sem esquecer os trabalhos anteriores, deixando o público deliciado com a sua batida quente e pop bem medido que foi levado ao rubro com Bombay.



A banda portuguesa PAUS ocupa o quinto lugar com um concerto que encheu o Palco EDP, para mostrar o ao público ainda pouco empoeirado o bom que se faz por terras lusas. Toda a energia que foi sentida das baterias siamesas do vocalista dos extintos The Vicious Five, Joaquim Albergaria e de Hélio Morais dos Linda Martini e If Lucy Fell foi transmitida a toda a velocidade para o público que estava completamente absorvido pelo que se passava no palco.

Os australianos Tame Impala estão em quarto lugar com um concerto que serviu para mostrar porque o seu álbum de estreia, Innerspeaker, foi tão bem recebido pela crítica e pelo público. Conseguiram envolver toda a assistência no seu rock psicadélico, com momentos em que nos faziam esquecer até do local onde nos encontrávamos. Foram realmente bons ao vivo, acabando até por superar o álbum gravado no estúdio.



Não consegui atribuir apenas uma banda à terceira posição, visto que além de não acompanhar duas delas, não achei que fossem nada inferiores à outra. Estou a falar do concerto morninho dos Arctic Monkeys e dos bons concertos de Portishead e Slash. Normalmente tento não criar grandes expectativas quando vou ver uma banda ao vivo, mas com Arctic Monkeys acabei por criar alguma, talvez devido ao facto de nunca os ter visto ao vivo e de gostar bastante da evolução que foram tendo ao longo dos álbuns que foram fazendo, o que me levou a achar que o concerto poderia ter sido bastante melhor, com um bocado mais de vontade de estarem ali a cantar e com um bocado mais de carisma. O concerto parecia-lhes um pequeno frete, uma obrigação. Embora tenha gostado do que ouvi, o concerto parecia-me algo em piloto automático. Já pelo contrário, o concerto dos Portishead deixou-me rendido pelo banda ao vivo, não sei se a presença de Beth Gibbons ou a boa qualidade das imagens que surgiram durante o concerto no palco me levaram a toldar a minha opinião desta maneira, mas o certo é que o concerto me pareceu algo em grande. Slash, bem, acho que não tenho muito a dizer. Não é à tua que é considerado um dos melhores guitarristas de sempre!



Aos The Strokes cabe-lhes o segundo melhor concerto do SBSR. Conseguiram tocar a grande maioria dos seus hits que conquistaram fãs desde 2001 com Last Nite e New York City Cops até às mais recentes do seu último álbum Angles lançado em Março deste ano. Faltou a despedida e o encore que ficaram pelo caminho. E a 12:51.




Como não é muito complicado de perceber, o melhor concerto neste SBSR cabe aos grandes senhores da indústria indie, os Arcade Fire. Mais um vez levaram o público português a trazer todas as emoções à flor da pele, fazendo uma passagem pelos três álbuns que se destacam nos últimos anos no panorama musical como um autêntico fenómeno indie. Todas as músicas foram recebidas com um ansiedade miudinha e um sentimento melancólico, que fez com que todas as músicas fossem tão sentidas pela banda, como pelo público absorvido pelos elementos da banda, pela música e pela qualidade das imagens que ia apoiando o concerto no palco. A música que mais efeito provocou sobre o público foi Crown Of Love, foi um momento emocionante em que após a carga que a música carrega, rebenta numa explosão de alegria ao vivo. Sem desfazer claro o grande momento no encore proporcionado pela tão aguardada Wake up.



They say it fades if you let it,
love was made to forget it.
I carved your name across my eyelids,
you pray for rain I pray for blindness.
If you still want me, please forgive me,
the crown of love is fallen from me.
If you still want me, please forgive me,
because the spark is not within me.

I snuffed it out before my mom walked in my bedroom.

The only thing that you keep changin'
is your name, my love keeps growin'
still the same, just like a cancer,and you won't give me a straight answer!

If you still want me, please forgive me,
the crown of love has fallen from me.
If you still want me please forgive me
because your hands are not upon me.
I shrugged them off before my mom walked in my bedroom.

The pains of love, and they keep growin',
in my heart there's flowers growin'
on the grave of our old love,
since you gave me a straight answer.

If you still want me, please forgive me,
the crown of love is not upon me
If you still want me, please forgive me,'cause the spark is not within me.
it's not within me, it's not within me.

You gotta be the one,
you gotta be the way,
your name is the only word that I can say

You gotta be the one,
you gotta be the way,
your name is the only word , the only word that I can say!

Only one that I can say!

La la la
La la la




segunda-feira, 11 de julho de 2011

Festival Super Bock Super Rock 2011 | O que não pode perder neste festival


O Festival Super Bock Super Rock foi sempre uma referência a nível de festivais de música, porque conseguia reunir grandes nomes de diversos estilos, em dias diferentes e bem organizados, de modo a conseguir satisfazer diversos tipos de público e tendo ainda como grande vantagem de se realizar num meio urbano.

Quer dizer, foi uma grande referência até há uns anos. Depois decidiram que seria boa ideia realiza-lo no mesmo fim-de-semana da primeira edição do Optimus Alive (que tinha como cabeças de cartaz Pearl Jam, The White Stripes e Smashing Pumpkins), ficando o SBSR claramente a perder, na edição seguinte acharam melhor estraga-lo de vez e dividi-lo em dias diferentes no Porto e em Lisboa (já que queriam tanto mudar de sítio outra vez, ou o faziam no Porto em Lisboa – não nos dois sítios), com um cartaz bem mauzinho (tinham principalmente grandes cabeças de cartaz – The Killers e Depeche Mode) em que o dia do Porto correu particularmente mau, visto que os Depeche Mode cancelaram o concerto. Depois veio a primeira edição do SBSR no Meco, ou seja deixando de ser totalmente um festival urbano, e aventurando-se numa edição cheia de pó e, segundo constou, algo mal organizada.
Este ano o SBSR apresenta um bom cartaz, embora tenha deixado de vez o lado mais pesado da música que agradava ainda a um bom público, e garante que melhorou as condições físicas do festival, tanto do recinto como do campismo.

Nesta edição do SBSR não há como perder no primeiro dia de festival, dia 14 de Julho, quinta-feira, a estreia do rock psicadélico dos australianos Tame Impala que lançaram um dos melhores álbuns da temporada no ano passado, Innerspeaker, que foi lançado em Maio de 2010 e atingiu logo um patamar de obra-quase-prima pela envolvência experimental atingida pelas suas músicas. Tame Impala tocam às 21:10 no Palco EDP, sendo seguidos às 22:30 pelo nuestro hermano El Guincho e o seu indie pop que atingiu de forma eficaz todos os distraídos com o seu quarto álbum, Pop Negro, que foi lançado também o ano passado, tendo ficado marcado imediatamente pelo ritmo e alegria contido no primeiro single, Bombay e no respectivo videoclip.


Às 00:10 no Palco EDP não há como perder uma das novas divas indie pop vinda directamente da Suécia para o Mundo, Lykke Li, que não é uma novata por terras lusas. Este ano apresentou o seu segundo álbum, Wounded Rhymes, sendo até ao momento, certamente, um dos melhores álbuns do ano 2011.


O concerto mais aguardado da noite acontece às 00:45 no palco Super Bock e é o dos cabeças de cartaz Arctic Monkeys que vêm apresentar principalmente o seu ultimo álbum, Suck It And See, que apresenta uma nova fórmula (com o toquezinho de Josh Homme – QOTSA) que foi posta de lado por muito, mas adorada por outros tantos que acharam saudável o amadurecimento da banda. Decerto que será um concerto também para recordar os tempos de Whatever People Say I Am, That's What I'm Not.


Acaba-se a noite da melhor forma possível com um dj set de James Murphy, em forma de recuerdo dos saudosos LCD Soundsystem que fecharam a sua actividade.

Muito honestamente no dia 15 de Julho, temos um dia mais ligeiro (quando comparado com a correria que pode ser o dia anterior, que conta ainda com concertos bons dos The Walkmen e Beirut), no qual destaco a produção nacional Noiserv às 19h no Palco Super Bock e B Fachada às 20:50 no Palco EDP, já bastante adorados pelo público nacional, passa pela lembrança dos anos 90 dos Portishead no Palco Super Bock às 22:50 e por uma das razões (se não uma das principais) que levou este dia a esgotar: Arcade Fire no Palco Super Bock às 00:45. Não esquecer que muitas das pessoas que vão estar a ver Arcade Fire no SBSR, de certeza que o preferiam ter feito em Novembro passado no Pavilhão Atlântico, mas à falta de melhor, lá tem de ser. Tudo para ver uma das bandas referência dos anos 00 do indie, que mais fãs angariou rapidamente com o seu álbum de estreia, Funeral, em 2004 e que lhe foram sempre fieis até aos dias de hoje. Não é a primeira vez que os Arcade Fire tocam em Portugal, aliás, sempre que lançaram um álbum têm-no apresentado por terras lusas, tivemos a apresentação do seu álbum de estreia no Festival Paredes de Coura em 2005, em 2007 vieram apresentar Neon Bible também no SBSR mas ainda no Parque das Nações e agora voltam para a presentar o último The Suburbs no Meco.


No último dia do festival, sábado, é de referir o excelente trabalho dos PAUS às 20h no Palco EDP, estar com atenção a uma das esperanças do brit rock com os The Vaccines às 23:45 também no Palco EDP e com o que mais interessa nessa noite, que são os senhores do rock alternativo de várias gerações, mas principalmente a que cresceu nos anos 00, os The Strokes às 00:35 no Palco Super Bock. Estes que vêm apresentar o seu último álbum Angles e relembrar-nos porque a música Reptilia é considerada uma das melhores guitarradas de sempre!


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Optimus Alive’11 | o que não pode perder neste festival


Quarta-feira começa uns dos maiores festivais nacionais, que apenas com 5 anos de vida conseguiu distinguir-se dos outros devido ao enorme sucesso da primeira edição do festival em 2007, com cabeças de cartaz capazes de levar multidões atrás (como foi o caso da estreia em solo nacional dos The White Stripes e Smashing Pumpkins e a confirmação da adoração dos portugueses pelos Pearl Jam e vice-versa) e a consequente avalanche de patrocinadores para o festival que está implícito neste tipo de movimentações. Desde então o festival tem mantido (com alguns altos e baixos) o mesmo tipo de estilo musical, melhorando a qualidade do espaço, alargando os dias dos festival (que actualmente começou com dois dias e já vai com quatro) e elevando o festival ao nível de ser o melhor festival urbano nacional.

Este ano (com quatro dias, em que inicialmente seria mais focado no concerto dos Coldplay, mas acabou por se tornar praticamente num dia bastante parecido com os outros), o festival está com uma grande amplitude de gostos por lá, mas continua-se a destacar também pela quantidade de novas bandas que emergem como cogumelos. Nesta edição temos uma selecção bastante interessante, principalmente no palco secundário, da confirmação de grandes bandas que já são referenciadas como grandes bandas na cena indie e várias bandas que se vão destacar certamente neste ano.

No primeiro dia de festival (quarta, 6 de Julho) não se pode perder a estreia em solo nacional dos Naked And Famous, Anna Calvi e James Blake, sendo os dois últimos umas das novidades de 2010 que mais se destacaram, na qual James Blake sobressai devido às batidas dubstep e à sua capacidade de fazer do silêncio uma das partes mais inquietantes e expectantes das suas canções. Tal feito foi maioritariamente pela versão, que foi um dos seus singles mais aclamados, de Limit To Your Love da canadiana Fiest.



Não descurar de outros concertos que também prometem nessa noite, tal como é o caso dos Avi Buffalo, Patrick Wolf e dos These New Puritans que lançaram o seu último álbum Hide no ano passado. Claro, dando sempre um pulinho ao Palco Optimus Clubbing que estará a cargo da editora Amor Fúria, a qual vai apresentar as suas promessas nacionais ao insaciável público que vai inundar o Passeio Marítimo de Algés, neste dia que esgotou os bilhetes.

Quinta não há como perder o concerto dos Foo Fighters e de Iggy Pop & The Stooges, eu sei, mas para os menos crentes na onda rock existe sempre um óptima alternativa que passa pelo líder dos Bloc Party a solo, Kele, que se se comportar como no Festival Super Bock em Stock na edição de 2010, vai dar um concerto cheio de ritmo e nada tímido (aliás parecia ser uma das suas imagens de marca na liderança dos BP atrás da guitarra) – “ah, ele não era nada tímido e tal!...” – esperem até o terem visto a solo com os seus sintetizadores e batidas electrónicas.



Há a ter em atenção também os Crocodiles, Everything Everything, Bombay Bicycle Club, Primal Scream, os portugueses Os Golpes e a acabar a festa mais uma vez, os Bloody Beetroots!

A 8 de Julho, destaco Friendly Fires que apresentarão o novo álbum lançado este ano, Pala, um dos discos deste ano e um dos mais bem criticados, demonstrando que o segundo álbum de uma banda que teve um óptimo álbum de lançamento consegue fazer um segundo álbum tão ou melhor que o anterior e com uma qualidade sonora bem mais cuidada e ao mesmo tempo autêntica. Fleet Foxes e Digitalism são outros concertos que não devem ser postos de parte, visto que os Fleet Foxes virão apresentar o seu segundo álbum, Helplessness Blues (outro daqueles que este ano se destacam pela positiva) e os Digitalism têm o lançamento do seu novo álbum também para breve.



O último dia do festival é para relembrar muitos dos bons concertos que já passaram por terras lusas, como é o caso dos Kaiser Chiefs, White Lies, Tv On The Radio e Foals, dos quais se destacam os Kaiser Chiefs com novo material e o magnífico último álbum dos Foals, Total Life Forever, do ano passado.



terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Concerto \\ BAND OF HORSES \\ Aula Magna, Lisboa. 7.Fev.2011

Era impossível não se ficar rendido ao ambiente criado na Aula Magna na noite de ontem. Sentia-se uma ansiedade no ar desde de 2006, ano do álbum de estreia, Everything All The Time, dos norte-americanos Band of Horses, que angariou imediatamente uma legião de fãs com as suas melodias indie country rock que tocavam fundo, como The Funeral, Wicked Gil, The Great Salt Lake ou St Augustine.

Bem, mas em palco, a banda consegue levar-nos de uma forma bastante suave para as planícies norte-americanas, festivais, concertos, caras, para o despontar do sol com a neblina matinal, com as imagens projectadas e os efeitos lentos das luzes que transportam as imagens para o meio da banda enquanto actua.

Tal como seria previsível, é um concerto calmo, intimista (embora a Aula Magna tivesse completamente cheia) e bastante vivido pela plateia. A banda não se limitou a mostrar o seu álbum mais recente, Infinite Arms de 2010, mas sim uma mistura perfeita dos seus três registos de estúdio, guardando, como seria de esperar, o melhor para o fim. As tão aguardadas No One's Gonna Love You, The Funeral, Ode To LRC, Is There a Ghost e The Great Salt Lake ficaram para o deleite final do público, tornando a Aula Magna numa gigante massa humana completamente rendida ao espectáculo tão aguardado proporcionado pelos Band of Horses.



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Concerto de lançamento do EP "G" d'Os Golpes



Ontem, dia 30 de Setembro de 2010, aconteceu no Convento das Bernardas (Museu da Marioneta) em Lisboa, o lançamento do novo trabalho de estúdio d'Os Golpes, umas das bandas mais promissoras de rock cantado em português.

G é o novo EP que sucede o álbum de estreia Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco de 2009, de onde se retiram músicas como O Canto, A Marcha d'Os Golpes e Tarde Livre, Parte II.

No Convento das Bernardas tivemos direito a ouvir as canções do trabalho de 2009, mas a noite estava centrada na apresentação do brilhante G, com direito a uma canção com a letra Tenho Barco, Tenho Remos de Zeca Afonso e com a participação especial de Rui Pregal da Cunha (Heróis do Mar), que partilha os seus dotes vocais no single de apresentação Vá Lá Senhora. Vantagens de ter o Rui Pregal da Cunha em palco: uma versão 2010 de Paixão que arrebatou o público do Convento.



Quem foi (ou ainda pode ir) ao lançamento de G, teve direito a uma adição limitada do mesmo. Dia 7 de Outubro, novo concerto no Hard Club no Porto.

E longa vida aos Golpes!



quarta-feira, 7 de julho de 2010

Festival Optimus Alive!10



Amanhã começa o festival de música com o melhor cartaz deste Verão, o Optimus Alive!10.
Esta que é a quarta edição deste festival urbano, que desde o seu inicio nos habituou com concertos excepcionais desde Pearl Jam, The White Stripes, Smashing Pumpkins e Beastie Boys (Oeiras Alive!07), Rage Against The Machine, Bob Dylan e Neil Young (Optimus Alive!08), Metallica, The Prodigy e Dave Matthews Band (Optimus Alive!09). Passando também por novas apostas musicais e artistas já bem conhecidos mais alternativos como The Sounds, The Go! Team e Wraygunn (Oeiras Alive!07), Vampire Weekend, MGMT, ED Banger Showcase, The Gossip e Midnight Juggernauts (Optimus Alive!08), Tv On The Radio, Klaxons, Crystal Castles, Fisherspooner, The Ting Tings, Lykke Li e Los Campesinos! (Optimus Alive!09), entre tantos outros.

A edição deste ano volta a apostar na qualidade e isso significa grandes nomes internacionais e nacionais como Faith No More, Kasabian, Deftones, Skunk Anansie, Mão Morta, Pearl Jam, LCD Soundsystem e The Legendary Tiger Man.

Aqui estão os horários de todas as actuações presentes no Optimus Alive!10:
8 DE JULHO
PALCO OPTIMUS
Faith No More - 00h30
Kasabian - 22h50
Alice In Chains - 21h10
Moonspell - 19h50
Biffy Clyro - 18h30

PALCO SUPER BOCK
Burns - 02h10
Calvin Harris (Live) - 01h00
La Roux- 23h50
The xx - 22h25
Florence and the Machine - 20h50
Devendra Banhart - 19h15
The Drums - 18h05
Local Natives - 17h00

PALCO OPTIMUS CLUBBING
Planet Turbo Apresenta:
Proxy (live) - 03h00
Tiga - 01h30
Boy 8-Bit - 00h15
Matias Aguayo Band - 23h00
Aeroplane - 21h45
Villa Nah (live) - 21h00
Jori Hulkkonen - 19h45
Shit Robot - 18h30
Youthless (live) - 18h00
Thomas von Party - 17h00

9 DE JULHO
PALCO OPTIMUS
Deftones - 00h30
Skunk Anansie - 22h50
Manic Street Preachers - 21h10
Mão Morta - 19h50
Jet - 18h30

PALCO SUPER BOCK
Steve Aoki - 02h00
Bloody Beetroots Death Crew 77 - 00h55
Booka Shade - 23h20
Gossip - 21h55
New Young Pony Club - 20h35
The Maccabees - 19h20
Holy Ghost! - 18h10
Hurts - 17h00

PALCO OPTIMUS CLUBBING
Enchufada Showcase
Laidback Luke - 02h30
Benga - 01h00
Buraka Som Sistema DJ Set - 00h00
Sinden - 23h00
Octa Push (live) - 22h05
Zombies For Money - 20h50
Paus (live) - 19h55
Macacos do Chinês DJ set - 18h40
Enchufada DJs - 17h00

10 DE JULHO
PALCO OPTIMUS
LCD Soundsystem - 01h30
Pearl Jam - 23h00
Gogol Bordello - 21h20
Dropkick Murphys - 19h50
Gomez - 18h30

PALCO SUPER BOCK
Boys Noize - 02h15
Crookers - 00h45
Simian Mobile Disco - 23h30
Peaches - 22h05
The Big Pink - 20h45
Miike Snow - 19h20
Sean Riley and the Slowriders - 18h05
Girls - 17h00

PALCO OPTIMUS CLUBBING
Homens da Luta - 03h10
The Legendary Tiger Man apresenta:
The Bellrays - 01h50
Phoebe Killdeer & The Shorty Straws - 00h45
Micro Audio Waves - 23h40
The Legendary Tiger Man com:
Asia Argento, Maria de Medeiros, Peaches, Rita Redshoes, Cibelle, Lisa Kekula, Phoebe Killdeer, Mafalda Nascimento, Becky Lee e Claudia Efe - 21h45
Cibelle - 20h30
Becky Lee & Drunkfoot - 19h30
Noiserv - 18h30
Banda Vencedora do Live Act - 17h45
Enday - 17h00

Concertos que o Pedro do Quiosque pretende assistir e recomenda:

Dia 8: o palco Super Bock está excepcional do início ao fim. Um alinhamento perfeito de bandas e géneros musicais. Será que vamos ter a feliz surpresa de ver Florence Welch a cantar com os The xx?





Dia 9: Mão Morta, NYPC, The Gossip, Skunk Anansie, e acabar a noite da forma mais eléctrica/electrónica possível com Bloody Beetroots e Steve Aoki.





Dia 10: Neste dia o palco Super Bock volta a revelar-se bastante bom, começando mais noise indie pop com Girls e Miike Snow e acabando completamente rendido à electrónica com Peaches, SMD, Crookers e Boys Noize. Não esquecendo umas das razões que levou a que este dia esgotasse: Pearl Jam e LCD Soundsystem (provavelmente o último em Portugal, visto que James Murphy afirma que os LCD Soundsystem têm os dias contados).



Bom Festival!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Concerto dos The xx na Aula Magna, Lisboa. 25.Maio.2010



A noite começou com uma surpresa nacional, os Long Way To Alaska conseguiram trazer uma breve brisa fresca no ambiente abafado que se vivia da Aula Magna, tinham um q.b de minimal com um indie influenciado algo entre os Grizzly Bear e os Band Of Horses. O baterista multinstrumental e também vocalista foi outra das surpresas desta jovem banda nacional, ao que parece, algo desconhecida entre a plateia. A sua actuação discreta, mas bem medida, funcionou na perfeição para a abertura do concerto dos The xx, ficando o público rendido na última canção.

Mas a Aula Magna ainda não tinha presenciado o que lhe tinha enchido a casa pelas costuras nessa noite. Os minutos que antecederam a tão aguardada (cerca de 5 meses, visto que os bilhetes esgotaram algures em Janeiro) actuação dos The xx foram de expectativa, com o público a fitar o enorme lençol branco que tapava o palco, que não parecia ir ter grande utilidade. Pois que o pano foi a peça-chave do inicio do concerto, com as sombras de Romy Madley Croft, Oliver Sim e Jamie Smith a serem inteligentemente projectadas durante a Intro. Cai o pano e começam-se a fazer ouvir os primeiros segundos de Crystalised.



A actuação dos The xx foi tal como se poderia prever, som limpo, sem grandes desvaneios, curto, algo underground, intimista, mas com a capacidade de fazer com que a plateia flutuasse entre a voz doce de Romy e Oliver, e o jogo de luzes que se mostrou fundamental e altamente eficiente na afirmação das músicas.

Islands e Infinity acabaram por se mostrar como as músicas mais fortes do concerto,
assim como a Fantasy/Shelter, que beneficiaram de luzes que davam realmente um preenchimento que poderia eventualmente faltar na apresentação ao vivo das músicas do álbum de estreia dos The xx.





A música escolhida para o encore e para terminar o concerto na Aula Magna, foi precisamente a última álbum presente no álbum, Stars, e a única que ainda faltava tocar. Foi de cabeça baixa e com um tímido adeus que deixaram o palco e o público, que ficou de pé a dar uma merecida ovação aos ingleses, embora quisessem mais daquilo que já não havia mesmo.



Para quem não conseguiu ver os The xx em Lisboa ou no Porto, pode sempre vê-los no dia 8 de Julho no Festival Optimus Alive!10, a partilhar o mesmo palco que Florence and The Machine, LaRoux e Devendra Banhart.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Festival Paredes de Coura 2009



Cheguei depois do almoço, dia 28. O parque de estacionamento ainda estava vazio, o parque de campismo estava a começar a compor-se e o recinto do festival ainda não estava completamente concluído.


DIA 29 de Julho – Quarta-feira

O recinto está na mesma, o palco principal ainda encerrado no dia da recepção ao campista. O destino era o Palco After-Hours para ver Sean Riley And The Slowriders, que deram um bom concerto na onda dos blues e rock, começando o festival de uma boa maneira portuguesa.
Seguiram-se os Strange Boys com a voz altamente esganiçada do vocalista Ryan Sambol, mas que se encaixava perfeitamente nos blues da banda.
Patrick Wolf, o cabeça de cartaz deste dia, fez jus á sua fama com um bom concerto pop, sendo o clímax do espectáculo atingido no final do concerto, onde foram interpretados temas como Battle e The Magic Position.


Para encerrar o palco, foi a vez dos Bons Rapazes da Antena 3. Não foi nada de espectacular, mas também não foi uma surpresa, os Bons Rapazes apenas se limitaram a fazer um live act daquilo que fazem diariamente na Antena 3 e para encerrar um dia no After-Hours esperava-se algo um pouco mais mexido/agressivo.


DIA 30 de Julho – Quinta-feira

Comecei o dia de concertos com The Pains Of Being Pure At Heart, com um espectáculo paradinho, mas boas canções indie ao vivo, tal como se previa depois do lançamento do seu álbum de estreia. São um grupo simpático ao vivo, mais pela sorridente teclista Peggy Wrang que conseguiu derreter o público.
Seguiram-se os The Horrors com o seu punk-rock obscuro, tendo amolecido um pouco o público. Mas foi por pouco tempo que o público ficou meio adormecido, os Supergrass animaram a festa com um brit-pop animado e alegre.
Mas o público estava ansioso pelos cabeças de cartaz, Franz Ferdinand. Deram um concerto fenomenal, onde tocaram temas dos seus três álbuns de uma forma inteligente. Os temas do seu primeiro álbum eram os mais esperados e levaram o público ao delírio. Com um bom encore a terminar com Lucid Dreams, o tema mais electrónico do seu último álbum, Tonight: Franz Ferdinand.


Com o encerramento do Palco Nokia, passou o público resistente para o Palco After-Hours onde se seguiam os Chew Lips, uma actuação simpática electro-pop de mais uma das apostas da Kitsuné. A noite continuou com o dj set dos Holy Ghost! Passando uma sonoridade algures entre a electrónica e o house.


DIA 31 de Julho – Sexta-feira

O terceiro dia de concertos na Praia Fluvial do Tabuão começou com Mundo Cão, trazendo mais uma vez a este festival o seu rock mais obscuro, desta vez já com dois álbuns lançados. Seguiram-se os Portugal, The Man que acalmaram os ânimos entre o público com uma actuação calma, mas bons momentos instrumentais.
Os Blood Red Shoes entraram a partir, mostrando que uma guitarra e uma bateria são já bastante suficientes para formar uma banda e dar bons concertos pop-rock, em que a perícia a tocar guitarra de Laura-Mary Carter e a grande capacidade de Steven Ansell de tocar bateria com batidas acelaradas e cantar ao mesmo tempo não passaram despercebidas em Paredes de Coura.
Peaches levou a extravagancia e a loucura a edição deste ano do festival. Apresentou-se em palco com a sua banda, os Sweet Machine. Mudou de roupa diversas vezes, cantou em cima do público, distribuiu também uns tantos pontapés e conseguiu levar o público a tirar as t-shirts e tops. Deu um espectáculo de electrónica hilariante e divertido.


Depois de Peaches, o público que estava mais a frente do palco mudou. Os Nine Inch Nails vinham aí para mostrar porque estava o anfiteatro natural tão cheio. O seu rock industrial levou ao êxtase os milhares de fãs que rumaram em direcção a Paredes de Coura, provavelmente para assistirem a uma das últimas actuações da mítica banda.
Seguiu-se o Palco After-Hours no seu melhor dia. Kap Bambino deixaram o público completamente selvagem com a sua electrónica psicadélica. Parecia um deja-vú de Paredes de Coura 2007 aquando da actuação dos Crystal Castles.
Punks Jump Up levaram a boa música electrónica a um tenda que estava apinhada de gente devido à chuva forte que se fez sentir na altura.


DIA 1 de Agosto – Sábado

Os festivais com campismo têm destas coisas, o pessoal por muito que se despache, não consegue e acaba por perder alguns concertos. Foi o que me aconteceu com Temper Trap e Foge Foge Bandido.
Os espanhóis The Right Ons levaram o rock ao palco principal e a boa disposição, não conseguindo mesmo assim arrancar o público todo que estava sentado no anfiteatro.
Seguiram-se os Howling Bells, que além da sua pop calminha e da bastante simpática figura de Juanita Stein, a vocalista, não conseguiram arrancar o público do chão. Treasure Hunt e Cities Burning Down mostraram que os Hoeling Bells são uma banda a ter em atenção e ouvir com mais atenção.
Jarvis Cocker deu um dos melhores concertos que a edição de 2009 de Paredes de Coura teve. Deu um fantástico concerto que foi desde o rock até aos blues. Com uma figura cómica (que meteu o público a rir devido a uma tropeçar em palco, cair e continuar a cantar deitado no chão de pernas esticadas no ar) e bastante comunicativo com o público, público este que mostrou conhecer melhor o último álbum do músico em canções como Angela.
O concerto dos The Hives foi o que se esperava, um grande concerto, animado e com Pelle Almqvist a cansar o público. Um óptimo concerto, embora dêem um espectáculo tanto ou quanto repetitivo para quem já os viu mais de uma vez.


No Palco After-Hours começou-se com os portuenses Sizo que voltaram a levar um bom concerto rock a Paredes de Coura. O último a actuar no festival foi Nuno Lopes com um dj set electrónico com as novidades do momento, embora ainda tenha de treinar umas melhores passagens.



E chegou-se ao fim do Festival de Paredes de Coura 2009. Para o ano há mais entre os dias 28 e 31 de Julho.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Festival Paredes de Coura 2009



Este é um dos mais importantes festivais portugueses e o meu favorito. Vai decorrer de 29 de Julho a 1 de Agosto e conta este ano como cabeças de cartaz: Patrick Wolf, Franz Ferdinand, Nine Inch Nails e The Hives.
Este vai ser um festival para descobrir bandas novas ao vivo e para relembrar outras, tais como Franz Ferdinand ou The Hives.


Deixo algumas performances do que espero encontrar em Paredes de Coura:


Dia 29 de Julho:

- Sean Riley And The Slowriders

- Patrick Wolf


Dia 30 de Julho:

- The Pains Of Being Pure At Heart

- Franz Ferdinand


Dia 31 de Julho:

- Blood Red Shoes

- Nine Inch Nails


Dia 1 de Agosto:

- Jarvis Cocker

- The Hives


A não esquecer, temos o After-Hours de Paredes de Coura que já são lendários!
Quando voltar espero estar em condições de dizer alguma coisa sobre este grandioso evento. ;)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Festival Super Bock Super Rock Lisboa 2009 - The Killers



O melhor concerto que vi até hoje, sem dúvida. Os The Killers deram um concerto memorável no Estádio do Restelo. Foi uma estreia em Portugal perfeita e sinceramente acho que até foi bom só terem vindo agora, foi o momento ideal. Nesta altura são uma banda mais sólida e com um reportório invejável, depois do lançamento do seu último álbum Day And Age.



Nunca tinha assistido a um concerto em que o público cantava em uníssono todas as músicas. Via-se que a banda estava bastante satisfeita e feliz com o que estava a presenciar e que foi totalmente apanhada de surpresa, pois não devia estar á espera da aderência que o concerto acabou por ter. O público entregou-se a 100% ao concerto!



Spaceman acabou por se tornar o hino da noite, após a música acabar em palco, continuou cá em baixo, no público. Brandon Flowers ainda foi ao piano para tentar satisfazer o público com uma versão do refrão numa forma mais acústica. Pois não foi suficiente! Bem que começaram a tentar tocar a próxima música, mas foi impossível, foi completamente abafada pela cantoria que ia no público ainda devido a Spaceman. Foram forçados a parar, após terem tocado uns 5 segundos. A audiência continuava a entoar os primeiros momentos da música. Os elementos da banda sorriram, fizeram uma troca de olhares e quando voltaram a tocar nos instrumentos, começaram-se a ouvir os primeiros acordes de Spaceman. Foi o delírio colectivo do público! Nunca tinha visto nenhum concerto em que a banda fosse literalmente obrigada a tocar a mesma música duas vezes seguidas. Foi realmente um momento único.







No encore houve direito a explosões e fogo de artifício, tendo acabado o concerto com When You Were Young.



A banda prometeu que não voltaria a demorar tanto tempo para voltar a Portugal. Nós cá estaremos à sua espera.



Deixo o vídeo que fiz de Somebody Told Me, bem como algumas fotos que fui tirando durante o concerto. Tenho pena de não ter mais vídeos, mas o cartão de memória que tenho tem uma capacidade miserável.


Para que lá esteve, tenho a certeza que lhes vai ficar na memória este fantástico concerto.
Grandes THE KILLERS!!!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Festival Super Bock Super Rock – Lisboa



O SBSR está morto? Sim. Então porque vais? Os THE KILLERS vão lá!!! É a única razão. Estava a ver que nunca mais paravam por Portugal!
Pois é, são a minha banda favorita, digam o que disserem. Têm músicas muito, mas muito boas. O pessoal diz sempre: “Não gosto dos gajos, acham-se muita bons”, “A música deles é uma treta”, bla bla bla. Entendo que não gostem do género de música deles, mas apenas quem já os ouviu. Ouvir mesmo, não é meter a tocar e ir ler um revista, comer e ainda ver televisão ao mesmo tempo. Eu cada vez que ouço The Killers descubro músicas. E são realmente boas. Eles não dizem que são bons à toa.
Costumo usar como termo de compração os Kaiser Chiefs. Aparecerem mais ou menos na mesma altura, com singles altamente orelhudos (Somebody Told Me e Every Day I Love You Less And Less). Eu gosto dos Kaiser Chiefs, mas não passaram da “cepa torta”, fizeram o Every Day… e não saíram daí, continuaram a fazer músicas aos pulinhos. Os The Killers não. Nota-se uma evolução, a música está “mais cuidada”, não está feita de qualquer maneira e têm letras com sentido. Não são letras parvas.
Para os mais cépticos aconselho que ouçam:
- All These Things I’ve Done
- For Reasons Unknown - Read My Mind
- Smile Like You Mean It
- Losing Touch
- Goodnight, Travel Well
- This River Is Wild
- My List
- Bling (Confessions Of A King)

Melhor álbum deles até agora: Hot Fuss

Tenho enormes expectativas para o concerto de amanhã, espero não me desiludir.

Deixo o Read My Mind:

segunda-feira, 13 de julho de 2009

3º Dia do Optimus Alive!09



Último dia do Alive e eu estava completamente exausto!
A Silent Film não vi muito pois, pura e simplesmente, aborreceram-me.
A seguir começou a festa realmente com Los Campesinos!, imparáveis em palco e bastante participativos com o público.
Linda Martini deram um grande concerto no palco mais pequeno do festival! Uma autêntica estupidez por parte da organização. Os Linda Martini já não são uma banda de garagem que precise de se afirmar. Eles já tocaram no palco principal de Paredes de Coura! Como seria previsível, a tenda estava completamente cheia, com público a assistir já fora dela.
AutoKratz mostraram que sabem dar concertos electrónicos muito bons com direito a partir guitarras e tudo!
A louraça Lykke Li tem uma óptima voz e surpreendeu-nos com um perfeito: “Estou muito feliz por estar aqui”.
Não conhecia Ghostland Observatory, mas ficou-me na memória, talvez não só pela electrónica psicadélica, mas também pelos lazers utilizados duram o espectáculo!

Para o ano há mais…
A seguir: The Killers no SBSR Lisboa.