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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Festival Paredes de Coura 2012 - Review




































Este ano em Paredes de Coura celebraram-se os 20 anos de um festival que arrancou com a força de vontade de jovens da terra, que ainda hoje persistem em manter aquela que é a festa alternativa de Portugal. A edição deste ano contou com cinco dias de comemorações memoráveis entre os dias 13 e 17 de Agosto, com mais de 40 bandas a actuar.

O festival arrancou dia 13 com o habitual dia de recepção ao campista. Foi apresentado um palco nacional com as actuações dos nortenhos Salto, passando pelo pop psicadélico dos League. Enquanto B Fachada apresentava o seu último álbum Criôlo, em formato de one-man-synth-band, a chuva já fustigava os festivaleiros e as suas tendas, que se debatiam para ficar debaixo da cobertura do Palco Vodafone FM. A noite acabou com Quim Albergaria a animar os resistentes, ora com rock ou R&B.

O dia seguinte apresentou-se como uma verdadeira prova de força para os festivaleiros. Amanheceu com chuva e acabou com mais chuva, deixando o campismo e o recinto do festival completamente enlameados. Normalmente a chuva não detêm os festivaleiros, mas desta vez ganhou-nos. Quando o céu abriu por momentos, avançámos a caminho do recinto para ver o concerto dos Japandroids. Infelizmente não fomos muito longe e acabámos retidos cerca de 20 e tal minutos na barraca dos hambúrgueres, antes da ponte, à espera que o dilúvio acalmasse. Chegámos no fim de um concerto que pareceu ter sido fenomenal, mas que perdemos.

Já debaixo da cobertura do Palco Vodafone FM (que, garantimos, estava pior que sardinhas em lata) assistimos a um dos concertos mais experimentais do festival, com o pop espontâneo dos Tune-Yards.

Stephen Malkmus & The Jicks chegaram a remeter-nos para os Pavement por momentos, sendo a noite mais animada com a entrava dos Friends em palco, que levou o público ao delírio com a festa feita pela vocalista Samantha Urbani. Os PAUS deram um concerto fora de série, mas previsível, o que não é de espantar apenas com um EP e um LP lançados. O que não se estava à espera era dos momentos em que o Palco Vodafone FM se transformou por momentos no Romântica FM, enquanto se dedicava uma música de um Michel a uma Margarida. A noite acabou com o céu mais calmo, depois do diluvio que aconteceu durante toda a noite.

A manhã de dia 15 trouxe os últimos pingos de chuva e, finalmente tivemos céu aberto, o que proporcionou condições climatéricas perfeitas para o primeiro de três dias que eram considerados os principais. Começámos com Willis Earl Beal que, no Palco Vodafone FM, mostrou uma voz impressionante e com argumentos suficientes para ser considerada uma das melhores que passou por Coura neste ano.

De seguida dirigimo-nos ao Palco EDP e aí ficámos até ao fim dos concertos que começaram com os animados Kitty Daisy & Lewis. A banda formada pelos irmãos Durham, animou os palcos com a sua música muito marcada pela country. Seguiram-se os Midlake, com o rock bem calmo e pouco mexido, que me convidava a ir buscar uma cerveja e aproveitar a relva (ainda verdejante) daquele anfiteatro natural. Um dos concertos mais esperados da noite era o dos Temper Trap. A banda australiana veio a Paredes de Coura, depois de já ter marcado presença no mesmo festival há três anos, veio mostrar o indie rock do seu segundo álbum, intitulado com o nome do grupo, Temper Trap. Sem fazerem um grande concerto, conseguiram atingir os requisitos mínimos e saíram de palco a maior parte do público satisfeito.

O primeiro grande concerto da noite veio com os Sleigh Bells. O duo americano, que contou com o apoio de Jason Boyer como guitarrista, animou o público de uma forma que até então ainda não se tinha visto. A vocalista, Alexis Krauss, demonstrou uma energia inesgotável e conseguiu levar ao êxtase os milhares de espectadores que se encontravam naquele momento em frente ao palco. Os belgas dEUS entraram em cena logo a seguir e cumpriram o estatuto de cabeça de cartaz. A banda de Tom Barman e companhia mostrou porque continua a ser um dos grupos rock mais aclamados da cena actual, e não desiludiu os seus fãs. Os Digitalism foram os responsáveis por encerrar a noite no palco principal e não desiludiram. O duo germânico de música electrónica montou um cenário a remeter para o seu álbum de 2011, I Love You Dude, com um pano em forma de coração, onde eram projectadas imagens. Apesar de ter havido um decréscimo evidente de público entre dEUS e Digitalism, até pela diferença bastante acentuada no que toca aos estilos de música, os que ficaram para ver os últimos não deixaram de assistir a um grande concerto, com o forte envolvimento da moldura humana que ainda se encontrava no Palco EDP.

Com o fim dos concertos no Palco EDP deu-se uma migração geral até ao Palco Vodafone FM onde entrou em cena o peculiar DJ Orlando Higgibottom, mais conhecido como Totally Enormous Extinct Dinosaurs. O britânico deu um espectáculo razoável sem grandes momentos, mas que conseguiu por a maior parte dos festivaleiros a dançar. Para fechar a noite entrou em cena Kavinsky, de quem se esperava uma grande actuação. No entanto, parece que foi um pouco embalado pela actuação anterior. Apesar de ter feito um bom espectáculo, faltou um pouco de sal. O dj francês deu a entender que se sentia numa discoteca e, por isso mesmo, não proporcionou ao público os altos e baixos que se exigem neste tipo de festivais, mantendo o seu registo constante chegando mesmo, em alguns momentos, a ser maçador. Não obstante, conseguiu animar os últimos resistentes da noite e acabou por ser bastante satisfatório, finalizando o set com a aguardada “Night Call”.

O dia 16 nasceu solarengo e obrigou todos os campistas a sair cedo da tenda. As margens do Tabuão foram destino obrigatório, enchendo o relvado de toalhas e chapéus-de-sol, acompanhados de cerveja e música. Ao fim da tarde tornou-se inevitável que surgisse a ideia de um churrasco o que, consequentemente, atrasou a ida para o recinto dos concertos.

Quando chegámos ao Palco EDP já os The Whitest Boy Alive estavam a meio do concerto mas, daquilo que conseguimos ver, deram um bom espectáculo com Erlend Øye, dos Kings of Convenience a mostrar, mais uma vez, a sua paixão pelo Festival de Paredes de Coura. Seguiu-se a britânica Anna Calvi com um rock alternativo que deixou um pouco a desejar. Apesar de mostrar uma capacidade estupenda no que toca a lidar com a guitarra, a música dá pouco ênfase a este instrumento que podia ser uma mais-valia preciosa. Para fechar o Palco EDP entraram em cena os Kasabian, banda mítica de indie rock, com algumas influências electrónicas. Vindos das terras de sua majestade, subiram ao palco e mostraram sem qualquer dificuldade como se faz um bom concerto. Apostaram em temas como “Fire”, bem presente nas nossas rádios desde 2009, e rapidamente puseram o público a pular e a dançar ao som do típico rock britânico. Os 15 anos experiência permitiram à banda realizar um concerto bastante bom, com Tom Meighan em grande destaque.

O concerto da noite estava reservado para o palco After Hours Vodafone FM. Os Crystal Fighters entraram em palco com uma energia impressionante e não deixaram o público descansar nem um segundo durante todo o concerto. Sebastian Pringle pulou e dançou de ponta a ponta, contagiando a audiência com toda a sua alegria, a sensualidade de Mimi Borelli não deixou ninguém indiferente e os temas como “I Love London” ou “Plage” levaram ao rubro todos os festivaleiros que por ali andavam. O culminar de um concerto quase perfeito, com o tema “Xtatic Truth” fez com que a actuação dos britânicos/espanhóis Crystal Fighters fosse, sem dúvida, uma das melhores de todo o festival.

O dia 17 foi mais um dia de sol e mais um dia de atrasos. Quando chegámos ao recinte já os The Go! Team estavam a tocar e, verdade seja dita, deu para perceber que estavam a dar um concerto bastante animado. O anfiteatro natural de Paredes de Coura estava a encher como ainda não se tinha visto este ano. Depois dos britânicos, foi a vez de os portugueses entrarem em acção naquela que foi a noite mais portuguesa do Palco EDP. Os Dead Combo assumiram as hostes da noite com a sua aparência mística, muito marcada pelo característico chapéu de Tó Trips e os óculos de sol de Pedro Gonçalves. Rodeados de rosas, os dois portugueses mostraram a sua música experimental muito inspirada no fado, mas que mistura estilos como o rock, western, blues e outros.

Por fim, um dos concertos mais aguardados de todo o festival: Ornatos Violeta. Mais de dez anos após a separação, a banda voltava a um dos palcos que os viu nascer para o panorama da música nacional, Paredes de Coura. A expectativa era bastante e eram agora largos milhares de fãs que centravam os seus olhares atentos no Palco EDP. O concerto teve um início perfeito, do qual não se podia esperar mais do que se teve. A banda passou por temas emblemáticos como “Dia Mau”, “Ouvi Dizer” e “Capitão Romance”, levando os fãs ao delírio, enquanto acompanhavam a banda no coro uníssono. Era um cenário arrepiante, enquanto a nostalgia atingia todos os presentes, incluindo os membros da banda. Foi bom enquanto durou porque, talvez pela “ferrugem” de ficar 10 anos sem dar concertos, a banda perdeu-se a temas e mais temas. O concerto começou a tornar-se enfadonho e as músicas não paravam de aparecer, mesmo quando já não deviam. Os temas mais fortes e sonantes tinham de ser “divididos” ao longo do concerto mas não foi assim que aconteceu, tendo em conta que a banda estoirou os principais cartuxos na primeira metade do espectáculo. Não retira o mérito aos Ornatos Violeta que, se calhar por quererem um regresso demasiado perfeito, esforçaram-se demais. De qualquer das maneiras, foi um concerto bem conseguido, bom para fechar o Palco EDP este ano e, de certeza, memorável para a maior parte dos espectadores.

A última banda que vimos foram os Chromatics no Palco Vodafone FM e aqui juntaram-se um conjunto de factores para estragar o espectáculo: estava amolecido devido ao fim do concerto de Ornatos Violeta; estava a morrer devido aos muitos dias em que o Sol não me deixava dormir depois das 9:30 da manha; o álbum da banda é calmo e demasiado monótono; por último a vocalista, Ruth Radelet, não conseguiu apresentar argumentos para cativar o público, falando de forma telegráfica e num tom monocórdico. Assim, o concerto dos Chromatics passou um pouco ao lado do que é um bom concerto mas, tendo em conta o tipo de músicas presentes no ábum Kill For Love, seria espectável que tal acontecesse.


Neste festival houve bandas que definitivamente mostraram grande valor e, por isso mesmo, o Quiosque do Pedro aconselha vivamente os seus seguidores a assistirem aos seus concertos mal a oportunidade surja. Esse conjunto é: Japandroids; Friends; Willis Earl Beal; Sleigh Bells; dEUS; Digitalism; Kasabian; Dead Combo e Ornatos Violeta.

Para o ano há mais Tabuão, mais sol, mais chuva, mais sorrisos e mais Paredes de Coura. Até lá!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Festival Paredes de Coura 2011



Este ano foi grande para o festival de música mais antigo do país, ainda no activo. Casa cheia nos três dias, cerca de 20 mil pessoas por dia e ainda com mais um dia extra de concertos além do já habitual dia da recepção ao campista. Ao contrário da maioria dos grandes festivais de música deste ano, não se ouviu nenhuma queixa, nada de concertos maus, nem de más condições ou falta de segurança.

Paredes de Coura é por excelência um festival direccionado para a música alternativa e independente, tirando o máximo partido disso mesmo nesta edição que contou com nomes de referência e de uma qualidade que foi comprovada por quem lá passou. Podem-se apontar como exemplo disso mesmo o concerto do regresso dos Pulp ao mundo dos palcos e da relação que se criou com o público do festival em 2009, sendo que o frontman Jarvis Cocker entre a sua britpop exemplar e a sua maneira peculiar e natural de entreter, consegue envolver-nos nas suas histórias cantadas e ser um senhor em palco sem rival. Quer dizer, parece que este ano não foi o único a ser um grande senhor da música e do entretenimento em palco, pois Erlend Øye dos Kings of Convenience fez-lhe frente de uma maneira impressionante, pois além da grande semelhança física, o senhor também sabia ser um grande entertainer mas com uma dificuldade acrescida que Jarvis Cocker não sente devido à sua música, os Kings of Convenience com o seu indie simples conseguiu ter o público a seus pés, mas com momentos hilariantes proporcionados por Erlend Øye.

Também já se esperavam e comprovaram-se grandes concertos dos Battles, que vieram apresentar o bem aclamado "Gloss Drop", o seu álbum deste ano, que deram um concerto excepcional, tendo ficado ao mesmo nível dos bons concertos de Mogwai, Wild Beasts, Deerhunter e Blonde Redhead, que deram dos melhores concertos que se assistiram este ano nas margens do Tabuão.

Das novas revelações que marcaram presença nesta edição do festival, à que destacar a consistência de George Lewis Jr. e o seu projecto Twin Shadow, que depois do sucesso do seu álbum de estreia "Forget" do ano passado, de já ter actuado em Maio no Lux em Lisboa e também em Vila do Conde e já ter agendado um concerto para o Clube Ferroviário em Lisboa a 1 de Setembro, conseguiu conquistar os mais distraídos com o seu concerto no palco principal. As Warpaint deram um óptimo concerto indie pop, daqueles a que o Festival Paredes de Coura já nos habituou com um grupo de meninas queridas e com boas letras, que deixam o público completamente arrebatado, o oposto ao que se assistiu no concerto dos nova-iorquinos Crystal Stilts, que não sendo propriamente bonitos nem num deslumbravam com o olhar, mas fizeram-nos viajar às suas influências de The Doors e Joy Division. Não esquecer claro o excelente concerto dos Two Door Cinema Club, que demonstraram que conseguem fazer muito mais do que a maioria das bandas que sai agora da Kitsuné e que acabam por funcionar muito, mas muito melhor ao vivo do que em anúncios para telemóveis. Quando se entrou no concerto dos Esben & The Witch, parecia outra dimensão, de um pop psicadélico obscuro mas completamente energético, que nos deixava de queixo caído e a pensar que realmente existem bandas que merecem e são bem melhores ao vivo do que ma melhor das aparelhagens. Mas um dos vencedores desta categoria vai claramente para os Metronomy que fizeram com que Marina & The Diamonds perdesse público para esgotar completamente a capacidade do palco after-hours, dando um concerto fenomenal em que demonstraram que não é só de um estúdio e computadores que uma banda actual precisa, carregando bem mais nas músicas ao vivo e dando-lhes uma emoção bem mais realista, levando o público a entoar as suas canções como se se tratassem de autênticos hinos.

Fora do grupo anterior das novidades, temos uma banda que foi tratada como tal por não ter sido muito divulgada ao longos dos anos por cá, mas que já tem um legado que faz inveja a certos cabeças de cartaz do festival, os …And You Will Know Us By The Trail Of Dead ou simplesmente Trail Of Dead já contam com sete álbuns, tendo sido o último "Tao Of The Dead" lançado no início deste ano e contaram com o seu rock psicadélico para impressionar o público, havendo muitos que certamente nunca teriam ouvido falar dos texanos. E parece que conseguiram, pois deram um concerto onde demonstraram um poder para lá do esperado, acordando os adormecidos que se encontravam pelo anfiteatro e conquistando todos os que não os conheciam.

Os Crystal Castles deram um concerto a sério desta vez na recepção ao campista, visto que em 2007 quando lá foram apenas deram um concerto de 20 minutos deixando o público cansado, mas sedento por mais. Parece que 2011 é que foi o seu ano em Paredes de Coura. E Omar Souleyman? Bem, parece que o sírio consegue fazer realmente um grande festa! E que festa! Deixou o os festivaleiros todos ao pulos com, sabemos nós lá o que raio estava ele a dizer, e os seus ritmos contagiantes e dançáveis!

Por incrível que pareça, um dos cabeças de cartaz mais aguardados deste festival, são aqueles que não têm muito mais de uma hora de música para tocar, pois apenas têm um álbum que já foi lançado em 2006. Os Death From Above 1979 são um exemplo muito raro de como a paixão por uma banda pode ser apenas feita a partir de onze músicas e de uns tantos singles. A resposta também não é muito complicada, eles eram e continuam a ser bons naquilo que fazem e a energia do seu punk rock electrónico consegue com que se encha o anfiteatro de Paredes de Coura e que o crowd surf pareça um autêntico tsunami humano em direcção ao fosso do palco. Também há que destacar o profissionalismo e a paciência da equipa de segurança que foi impecável no meio de tanta confusão.

Está de parabéns toda a organização deste festival, que se chegou a temer em edições anteriores o seu desaparecimento, mas que depois do enorme sucesso que se presenciou neste ano, duvido que haja qualquer tipo de problema na edição de 2012. Para o ano lá estaremos certamente, os que todos os anos acreditam e lá estão, aos novos aficionados que foram e aos que ouviram falar de tal evento e que para o ano se irão estrear por lá.

Até para o ano Festival Paredes de Coura!



sábado, 13 de agosto de 2011

Prepara-te para PdC | TWIN SHADOW #5


Depois do sucesso atingido pelo álbum de estreia Forget e dos fantásticos concertos já dados por terras lusas (a 25 de Maio em Lisboa e 26 de Maio em Vila do Conde) e outro já marcado para 1 de Setembro no Clube Ferroviário de Lisboa, é impossível perder o concerto que se avizinha do projecto de George Lewis Jr., Twin Shadow.

Um concerto que vai deixar o público de Paredes de Coura completamente arrebatado, dia 18 de Agosto, às 19:45h no Palco Ritek.


Prepara-te para PdC | DEATH FROM ABOVE 1979 #4


Como é que uma banda com um só álbum e passados cinco anos continua a ser uma das mais favoritas na onda do punk/rock/dance/noise/wtf? Pois parece que os canadianos Death From Above 1979 nunca foram esquecidos por aqueles que os descobriram em 2004, aquando do lançamento do seu único álbum de originais You're a Woman, I'm a Machine, ou do álbum Romance Bloody Romance: Remixes & B-Sides de 2005, nem por aqueles que os descobriram já depois de terem acabado em 2006. A realidade é que existem bandas e músicas icónicas que prevalecem e os Death From Above 1979 são exemplo disso mesmo.

Depois de terem voltado aos palcos na edição deste ano de Coachella, os Death From Above 1979 voltam ao Festival Paredes de Coura incendiar o Palco Ritek dia 20 de Agosto pelas 00:15h.


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Prepara-te para PdC | TWO DOOR CINEMA CLUB #3


Quando a 24 de Maio de 2009 postei a primeira música que ouvi dos Two Door Cinema Club, acho que não tinha a noção que eles acabariam por se destacar de forma tão bem sucedida no panorama musical. Depois de terem começado através da Kitsuné, terem lançado o seu álbum de estreia Tourist History em Março de 2010 e já contarem com 5 singles muito bem conseguidos, os TDCC ainda não pararam pelo mundo. Desta vez calha ao Festival Paredes de Coura, dia 20 de Agosto pelas 21h no Palco Ritek!


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Prepara-te para PdC | BATTLES #2


Depois do fantástico álbum de estreia de 2007 Mirrored, de músicas como Atlas, e a saída de um dos seus fundadores, o guitarrista/vocalista Tyondai Braxton, os Battles voltaram e conseguiram fazer de Gloss Drop já um dos anunciados álbuns do ano! Espera-se um concerto energético e altamente dançável, principalmente devia às sonoridades mais mexidas deste último trabalho.

O concerto dos Battles está programado para as 20:40h no Palco Ritek, dia 19.


Prepara-te para PdC | CRYSTAL CASTLES #1


Não são principiantes por terras lusas, aliás, desde que pisaram os palcos por cá em 2007 precisamente no Festival Paredes de Coura, nunca mais pararam de cá actuar. O Crystal Castles estão de volta para mais uma performance incendiária e espera que desta vez se aguentem em palco mais de 30 minutos! E já se sabe que vamos ter direito a crowdsurf por parte de Alice Grass.

A não perder dia 17 de Agosto no Palco After Hours à 1:00h.


sexta-feira, 19 de março de 2010

Era bom que sim... no Festival Paredes de Coura 2010! [Actualizado a 26 de Abril]



Começaram as confirmações para os festivais de Verão e eu começo a ficar impaciente com o que vai ao Festival Paredes de Coura, que é o meu festival predilecto. Pelo espírito, pelas bandas, pelo espaço.

Como é normal começo logo a mandar uns nomes que gostava de ver por lá. Muitos são sonhos muito altos e outros são bastante razoáveis. Pode ser que acerte em algum.

Desta feita, deixo umas bandas que gostava de ver em Paredes de Coura este ano:

- Justice (são os eternos das minhas listas. Imaginem-nos a actuar no anfiteatro? Ah pois é... Entretanto ouvi rumores de Justice no SBSR Meco... Paredes de Coura era bem melhor! Os justiceiros não ficaram com saudades de PdC?)
- Foo Fighters
- Queens Of The Stone Age
- The Strokes
- Gorillaz
- Blur (era de sonho...)
- Goldfrapp [está na lista, mas já não é para Paredes de Coura, actua dia 15 de Julho no Festival Marés Vivas em Gaia]
- Hot Chip [Já estão confirmados para o SBSR Meco, a 17 de Julho...]
- Band of Horses
- Yeasayer
- Miike Snow [Vão actuar dia 10 de Julho no Palco Super Bock no Optimus Alive!10]
- Vampire Weekend [Também actuam a 17 de Julho no SBSR]
- Fleet Foxes
- Broken Social Scene (era muito bem pensado...)
- Os Golpes (o que é nacional também é bom!)
- Toro y Moi
- Wild Beasts [Mais uns para o dia 17 do SBSR]
- Girls [também vão actuar dia 10 de Julho no Palco Super Bock no Optimus Alive!10]
- DiscoTexas Showcase (lembrando o after-hours do ano passado, até seria uma actuação possível e bastante inteligente)
- Friendly Fires [mais uns que vêem a Portugal este Verão, mas para o Sudoeste TMN, dia 7 de Agosto]
- Black Keys
- Black Lips

Ok! Podia continuar numa lista por aqui fora... Mas já ficava nas nuvens com um cartaz que se aproxima-se deste.

E tu? O que gostavas de ver em Paredes de Coura?


Entretanto já foram confirmadas seis bandas que vão actuar este ano no festival minhoto:

- Enter Shikari

- Gallows

- Klaxons

- The Specials


- White Lies

Para começarem a aguçar os sentidos deixo o vídeo de Farewell To The Fairground, uma das músicas de 2008, interpretada pelos White Lies.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Festival Paredes de Coura 2009



Cheguei depois do almoço, dia 28. O parque de estacionamento ainda estava vazio, o parque de campismo estava a começar a compor-se e o recinto do festival ainda não estava completamente concluído.


DIA 29 de Julho – Quarta-feira

O recinto está na mesma, o palco principal ainda encerrado no dia da recepção ao campista. O destino era o Palco After-Hours para ver Sean Riley And The Slowriders, que deram um bom concerto na onda dos blues e rock, começando o festival de uma boa maneira portuguesa.
Seguiram-se os Strange Boys com a voz altamente esganiçada do vocalista Ryan Sambol, mas que se encaixava perfeitamente nos blues da banda.
Patrick Wolf, o cabeça de cartaz deste dia, fez jus á sua fama com um bom concerto pop, sendo o clímax do espectáculo atingido no final do concerto, onde foram interpretados temas como Battle e The Magic Position.


Para encerrar o palco, foi a vez dos Bons Rapazes da Antena 3. Não foi nada de espectacular, mas também não foi uma surpresa, os Bons Rapazes apenas se limitaram a fazer um live act daquilo que fazem diariamente na Antena 3 e para encerrar um dia no After-Hours esperava-se algo um pouco mais mexido/agressivo.


DIA 30 de Julho – Quinta-feira

Comecei o dia de concertos com The Pains Of Being Pure At Heart, com um espectáculo paradinho, mas boas canções indie ao vivo, tal como se previa depois do lançamento do seu álbum de estreia. São um grupo simpático ao vivo, mais pela sorridente teclista Peggy Wrang que conseguiu derreter o público.
Seguiram-se os The Horrors com o seu punk-rock obscuro, tendo amolecido um pouco o público. Mas foi por pouco tempo que o público ficou meio adormecido, os Supergrass animaram a festa com um brit-pop animado e alegre.
Mas o público estava ansioso pelos cabeças de cartaz, Franz Ferdinand. Deram um concerto fenomenal, onde tocaram temas dos seus três álbuns de uma forma inteligente. Os temas do seu primeiro álbum eram os mais esperados e levaram o público ao delírio. Com um bom encore a terminar com Lucid Dreams, o tema mais electrónico do seu último álbum, Tonight: Franz Ferdinand.


Com o encerramento do Palco Nokia, passou o público resistente para o Palco After-Hours onde se seguiam os Chew Lips, uma actuação simpática electro-pop de mais uma das apostas da Kitsuné. A noite continuou com o dj set dos Holy Ghost! Passando uma sonoridade algures entre a electrónica e o house.


DIA 31 de Julho – Sexta-feira

O terceiro dia de concertos na Praia Fluvial do Tabuão começou com Mundo Cão, trazendo mais uma vez a este festival o seu rock mais obscuro, desta vez já com dois álbuns lançados. Seguiram-se os Portugal, The Man que acalmaram os ânimos entre o público com uma actuação calma, mas bons momentos instrumentais.
Os Blood Red Shoes entraram a partir, mostrando que uma guitarra e uma bateria são já bastante suficientes para formar uma banda e dar bons concertos pop-rock, em que a perícia a tocar guitarra de Laura-Mary Carter e a grande capacidade de Steven Ansell de tocar bateria com batidas acelaradas e cantar ao mesmo tempo não passaram despercebidas em Paredes de Coura.
Peaches levou a extravagancia e a loucura a edição deste ano do festival. Apresentou-se em palco com a sua banda, os Sweet Machine. Mudou de roupa diversas vezes, cantou em cima do público, distribuiu também uns tantos pontapés e conseguiu levar o público a tirar as t-shirts e tops. Deu um espectáculo de electrónica hilariante e divertido.


Depois de Peaches, o público que estava mais a frente do palco mudou. Os Nine Inch Nails vinham aí para mostrar porque estava o anfiteatro natural tão cheio. O seu rock industrial levou ao êxtase os milhares de fãs que rumaram em direcção a Paredes de Coura, provavelmente para assistirem a uma das últimas actuações da mítica banda.
Seguiu-se o Palco After-Hours no seu melhor dia. Kap Bambino deixaram o público completamente selvagem com a sua electrónica psicadélica. Parecia um deja-vú de Paredes de Coura 2007 aquando da actuação dos Crystal Castles.
Punks Jump Up levaram a boa música electrónica a um tenda que estava apinhada de gente devido à chuva forte que se fez sentir na altura.


DIA 1 de Agosto – Sábado

Os festivais com campismo têm destas coisas, o pessoal por muito que se despache, não consegue e acaba por perder alguns concertos. Foi o que me aconteceu com Temper Trap e Foge Foge Bandido.
Os espanhóis The Right Ons levaram o rock ao palco principal e a boa disposição, não conseguindo mesmo assim arrancar o público todo que estava sentado no anfiteatro.
Seguiram-se os Howling Bells, que além da sua pop calminha e da bastante simpática figura de Juanita Stein, a vocalista, não conseguiram arrancar o público do chão. Treasure Hunt e Cities Burning Down mostraram que os Hoeling Bells são uma banda a ter em atenção e ouvir com mais atenção.
Jarvis Cocker deu um dos melhores concertos que a edição de 2009 de Paredes de Coura teve. Deu um fantástico concerto que foi desde o rock até aos blues. Com uma figura cómica (que meteu o público a rir devido a uma tropeçar em palco, cair e continuar a cantar deitado no chão de pernas esticadas no ar) e bastante comunicativo com o público, público este que mostrou conhecer melhor o último álbum do músico em canções como Angela.
O concerto dos The Hives foi o que se esperava, um grande concerto, animado e com Pelle Almqvist a cansar o público. Um óptimo concerto, embora dêem um espectáculo tanto ou quanto repetitivo para quem já os viu mais de uma vez.


No Palco After-Hours começou-se com os portuenses Sizo que voltaram a levar um bom concerto rock a Paredes de Coura. O último a actuar no festival foi Nuno Lopes com um dj set electrónico com as novidades do momento, embora ainda tenha de treinar umas melhores passagens.



E chegou-se ao fim do Festival de Paredes de Coura 2009. Para o ano há mais entre os dias 28 e 31 de Julho.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Festival Paredes de Coura 2009



Este é um dos mais importantes festivais portugueses e o meu favorito. Vai decorrer de 29 de Julho a 1 de Agosto e conta este ano como cabeças de cartaz: Patrick Wolf, Franz Ferdinand, Nine Inch Nails e The Hives.
Este vai ser um festival para descobrir bandas novas ao vivo e para relembrar outras, tais como Franz Ferdinand ou The Hives.


Deixo algumas performances do que espero encontrar em Paredes de Coura:


Dia 29 de Julho:

- Sean Riley And The Slowriders

- Patrick Wolf


Dia 30 de Julho:

- The Pains Of Being Pure At Heart

- Franz Ferdinand


Dia 31 de Julho:

- Blood Red Shoes

- Nine Inch Nails


Dia 1 de Agosto:

- Jarvis Cocker

- The Hives


A não esquecer, temos o After-Hours de Paredes de Coura que já são lendários!
Quando voltar espero estar em condições de dizer alguma coisa sobre este grandioso evento. ;)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Franz Ferdinand – Can’t Stop Feeling



Álbum muito bom, vídeos muito bons, espero também um concerto muito bom em Paredes de Coura! Estou ansioso por ouvir este novo álbum ao vivo.
Can’t Stop Feeling é o novo single de Franz Ferdinand, uma música óptima e com um vídeo bastante divertido a acompanhar! O single sai a 6 de Julho pela Domino e vem também acompanhado pela cover de All My Friends de LCD Soundsystem.

“My soul starts spinning again
I can’t stop feeling

No, I don’t stop feeling anymore…”

terça-feira, 16 de junho de 2009

Álbum de Cabeceira: The Pains Of Being Pure At Heart – The Pains Of Being Pure At Heart - (9/10)



Até agora este é um dos meus álbuns favoritos deste ano!
The Pains Of Being Pure At Heart são uma banda indie rock oriunda de Nova Iorque, apresentam-se com este fantástico álbum homónimo que foi lançado já na distante data de 3 de Fevereiro deste ano.
A primeira música deste álbum, Contender, faz lembrar os Joy Division, enquanto que Everything With You já nos alegra a alma, tendo sido o single de apresentação do álbum. A minha preferida, e também o segundo single, é Young Adult Friction.
Um concerto a não perder a 30 de Julho no Festival Paredes de Coura, no mesmo dia de Franz Ferdinand.

Deixo o vídeo de Young Adult Friction:

The Pains of Being Pure At Heart "Young Adult Friction" from Slumberland Records on Vimeo.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Franz Ferdinand - No You Girls



No You Girls foi o segundo single de apresentação do álbum Tonight: Franz Ferdinand, o terceiro da banda lançado a 19 de Janeiro deste ano.
Uma boa música rock bem ao estilo de Franz Ferdinand com uma letra engraçada. O próximo single a ser lançado é Can't Stop Feeling a 6 de Julho.

Deixo o vídeo de No You Girls, que me dá uma vontade enorme de os voltar a ver! Já me estou a imaginar em Paredes de Coura aos pulos! A não perder dia 30 de Julho.