Depois de umas boas férias passadas ao sol, pela praia e montanha, entre noitadas de copos, conversas e risadas, vem a saudade dessa boa vida! El Guincho faz com que nos lembremos de todos esses momentos com os seus ritmos de pop tropical a roçar nos Animal Collective.
Pablo Díaz-Reixa (aka El Guincho) canta-nos em espanhol, vem de Barcelona e apresenta Pop Negro, o terceiro álbum de originais, com ritmos tropicais bastante dançáveis.
Deixo Bombay, o single de apresentação para Pop Negro:
Echoes é o single de apresentação para o novo álbum Surfing The Void, a ser lançado a 23 de Agosto.
Os Klaxons vão tocar pela terceira vez em Portugal (já tocaram no SBSR em 2007 e no Optimus Alive!09) no Festival Paredes de Coura dia 30 de Julho e vão ser os cabeça de cartaz nesse dia.
Sempre houve meninas bonitas na música, mas cada vez mais existem meninas bonitas para o lado da música independente, rock alternativo e electro pop. Já nos deslumbrávamos com o trio tímido das Au Revoir Simone, Zooey Deschanel (She & Him), Katie White (The Ting Tings), Lou Hayter, Sarah Jones e Tahita Bulmer (New Young Pony Club), pois que desde de 2001 que temos mais quatro meninas de olhos grandes, nariz arrebitado e estilo cativante, as The Like.
O grupo de Los Angeles assina actualmente pela Downtown Records (a mesma de Scissor Sisters, Eagles Of Death Metal, Justice e The Drums), já lançou três EPs e dois álbuns, Are You Thinking What I'm Thinking? pela editora Geffen em 2005 e Release Me, já pela Downtown a 15 de Junho deste ano.
Mark Ronson produziu-lhes a maior parte do último disco (para os mais distraídos, foi o produtor de um dos álbuns da década - Back To Black da (perdida) Amy Winehouse), um disco de rock alternativo altamente girlie, a fazer lembrar umas novas Go-Go's dos anos 00.
Deixo dois vídeos, de dois singles retirados do seu último álbum, Release Me:
Amanhã começa o festival de música com o melhor cartaz deste Verão, o Optimus Alive!10.
Esta que é a quarta edição deste festival urbano, que desde o seu inicio nos habituou com concertos excepcionais desde Pearl Jam, The White Stripes, Smashing Pumpkins e Beastie Boys (Oeiras Alive!07), Rage Against The Machine, Bob Dylan e Neil Young (Optimus Alive!08), Metallica, The Prodigy e Dave Matthews Band (Optimus Alive!09). Passando também por novas apostas musicais e artistas já bem conhecidos mais alternativos como The Sounds, The Go! Team e Wraygunn (Oeiras Alive!07), Vampire Weekend, MGMT, ED Banger Showcase, The Gossip e Midnight Juggernauts (Optimus Alive!08), Tv On The Radio, Klaxons, Crystal Castles, Fisherspooner, The Ting Tings, Lykke Li e Los Campesinos! (Optimus Alive!09), entre tantos outros.
A edição deste ano volta a apostar na qualidade e isso significa grandes nomes internacionais e nacionais como Faith No More, Kasabian, Deftones, Skunk Anansie, Mão Morta, Pearl Jam, LCD Soundsystem e The Legendary Tiger Man.
Aqui estão os horários de todas as actuações presentes no Optimus Alive!10: 8 DE JULHO PALCO OPTIMUS
Faith No More - 00h30 Kasabian - 22h50
Alice In Chains - 21h10
Moonspell - 19h50
Biffy Clyro - 18h30
PALCO OPTIMUS CLUBBING
Planet Turbo Apresenta:
Proxy (live) - 03h00 Tiga - 01h30
Boy 8-Bit - 00h15
Matias Aguayo Band - 23h00
Aeroplane - 21h45
Villa Nah (live) - 21h00
Jori Hulkkonen - 19h45
Shit Robot - 18h30
Youthless (live) - 18h00
Thomas von Party - 17h00
9 DE JULHO PALCO OPTIMUS
Deftones - 00h30
Skunk Anansie - 22h50
Manic Street Preachers - 21h10
Mão Morta - 19h50
Jet - 18h30
PALCO SUPER BOCK Steve Aoki - 02h00 Bloody Beetroots Death Crew 77 - 00h55
Booka Shade - 23h20
Gossip - 21h55 New Young Pony Club - 20h35
The Maccabees - 19h20
Holy Ghost! - 18h10
Hurts - 17h00
PALCO OPTIMUS CLUBBING
Enchufada Showcase
Laidback Luke - 02h30
Benga - 01h00
Buraka Som Sistema DJ Set - 00h00
Sinden - 23h00
Octa Push (live) - 22h05
Zombies For Money - 20h50
Paus (live) - 19h55
Macacos do Chinês DJ set - 18h40
Enchufada DJs - 17h00
10 DE JULHO PALCO OPTIMUS LCD Soundsystem - 01h30
Pearl Jam - 23h00
Gogol Bordello - 21h20
Dropkick Murphys - 19h50
Gomez - 18h30
PALCO OPTIMUS CLUBBING
Homens da Luta - 03h10
The Legendary Tiger Man apresenta:
The Bellrays - 01h50
Phoebe Killdeer & The Shorty Straws - 00h45
Micro Audio Waves - 23h40
The Legendary Tiger Man com:
Asia Argento, Maria de Medeiros, Peaches, Rita Redshoes, Cibelle, Lisa Kekula, Phoebe Killdeer, Mafalda Nascimento, Becky Lee e Claudia Efe - 21h45
Cibelle - 20h30
Becky Lee & Drunkfoot - 19h30
Noiserv - 18h30
Banda Vencedora do Live Act - 17h45
Enday - 17h00
Concertos que o Pedro do Quiosque pretende assistir e recomenda:
Dia 8: o palco Super Bock está excepcional do início ao fim. Um alinhamento perfeito de bandas e géneros musicais. Será que vamos ter a feliz surpresa de ver Florence Welch a cantar com os The xx?
Dia 9: Mão Morta, NYPC, The Gossip, Skunk Anansie, e acabar a noite da forma mais eléctrica/electrónica possível com Bloody Beetroots e Steve Aoki.
Dia 10: Neste dia o palco Super Bock volta a revelar-se bastante bom, começando mais noise indie pop com Girls e Miike Snow e acabando completamente rendido à electrónica com Peaches, SMD, Crookers e Boys Noize. Não esquecendo umas das razões que levou a que este dia esgotasse: Pearl Jam e LCD Soundsystem (provavelmente o último em Portugal, visto que James Murphy afirma que os LCD Soundsystem têm os dias contados).
Os Shy Child apresentam uma electrónica/house/synthpop característica desde 2000 pelos clubes de New York. São um duo composto por Pete Cafarella na voz e nos sintetizadores, mas que ao vivo apresenta-se com um keytar, e por Nate Smith na bateria. Já estiveram em tour com os Klaxons e Hot Chip, e já abriram concertos para Muse e Björk.
A 15 de Março lançaram o seu quarto álbum, Liquid Love, de onde se pode retirar o single Disconnected, altamente dançável e adequado para as noites de Verão que se avizinham!
Os meninos bonitos do indie rock ainda não desapareceram, nem se perderam todos por caminhos mais electrónicos. Os canadianos Tokyo Police Club são exemplo disso mesmo.
Depois do seu, até bem sucedido, primeiro álbum Elephant Shell lançado a 8 de Abril de 2008, de onde se retiram boas músicas como Graves ou Tessellate, os Tokyo Police Club estão de volta com o novo LP Champ que saiu para as lojas a 8 de Junho.
Breakneck Speed é o primeiro single de apresentação para Champ e conta com o seguinte vídeo:
Os californianos Wavves estão de volta com um terceiro álbum, depois de umas alterações na formação da banda.
Desta feita, voltam com o seu noise rock, mas ao que parece com um sonoridade mais limpa (não perdendo de todo o seu característico noise), mais arranjada, tal como se pode ouvir no novo single da banda, Post Acid.
O novo álbum King Of The Beach é lançado no seu formato físico a 3 de Agosto, mas devido às piratarias que já se fazem sentir do novo registo, vai já ficar disponível para compra no iTunes a partir de 1 de Julho.
E com os Wavves, o Quiosque abre a época oficial das músicas de Verão 2010!
Os Harlem chegam aos ouvidos do mundo pela Matador Records (a mesma editora de Sonic Youth e Belle And Sebastian).
Depois de Michael Coomers e Curtis O'Mara se terem juntado em Tucson e lançarem o seu primeiro álbum Free Drugs em 2008, arrumaram malas e bagagens e mudaram-se para Austin, no Texas. Por lá arranjaram um baixista, Jose Boyer, e assinaram então pela Matador, tendo os Harlem lançado o seu segundo registo Hippies, a 6 de Abril de 2010.
O indie rock/punk garage presente ao longo de Hippies, torna-o altamente contagiante e já levou também a comparações com os The Black Keys e aos Strange Boys.
Deixo uma das músicas presentes em Hippies, que está em modo repeat na minha cabeça o dia inteiro, à vários dias, Friendly Ghost:
Os britânicos Klaxons estão de volta (será desta? depois de tantos problemas com a editora) e trazem um nova música, que não será o novo single para Surfing The Void (título provisório do novo álbum).
Depois do estrondoso álbum de estreia Myths Of The Near Future de 2007, Flashover até parece que nos sabe a pouco. Deixaram de parte o nu-rave que fez o sucesso da banda, para passar para um canção noise rock, mais pesada. Provavelmente influências de Ross Robinson, que produziu Flashover, mas também já produziu bandas como os Korn, Limp Bizkit, At The Drive-In e Blood Brothers.
Os Klaxons actuam a 30 de Julho no Festival Paredes de Coura, provavelmente para mostrar novo material, no mesmo dia de Peter Hook e White Lies.
A noite começou com uma surpresa nacional, os Long Way To Alaska conseguiram trazer uma breve brisa fresca no ambiente abafado que se vivia da Aula Magna, tinham um q.b de minimal com um indie influenciado algo entre os Grizzly Bear e os Band Of Horses. O baterista multinstrumental e também vocalista foi outra das surpresas desta jovem banda nacional, ao que parece, algo desconhecida entre a plateia. A sua actuação discreta, mas bem medida, funcionou na perfeição para a abertura do concerto dos The xx, ficando o público rendido na última canção.
Mas a Aula Magna ainda não tinha presenciado o que lhe tinha enchido a casa pelas costuras nessa noite. Os minutos que antecederam a tão aguardada (cerca de 5 meses, visto que os bilhetes esgotaram algures em Janeiro) actuação dos The xx foram de expectativa, com o público a fitar o enorme lençol branco que tapava o palco, que não parecia ir ter grande utilidade. Pois que o pano foi a peça-chave do inicio do concerto, com as sombras de Romy Madley Croft, Oliver Sim e Jamie Smith a serem inteligentemente projectadas durante a Intro. Cai o pano e começam-se a fazer ouvir os primeiros segundos de Crystalised.
A actuação dos The xx foi tal como se poderia prever, som limpo, sem grandes desvaneios, curto, algo underground, intimista, mas com a capacidade de fazer com que a plateia flutuasse entre a voz doce de Romy e Oliver, e o jogo de luzes que se mostrou fundamental e altamente eficiente na afirmação das músicas.
Islands e Infinity acabaram por se mostrar como as músicas mais fortes do concerto,
assim como a Fantasy/Shelter, que beneficiaram de luzes que davam realmente um preenchimento que poderia eventualmente faltar na apresentação ao vivo das músicas do álbum de estreia dos The xx.
A música escolhida para o encore e para terminar o concerto na Aula Magna, foi precisamente a última álbum presente no álbum, Stars, e a única que ainda faltava tocar. Foi de cabeça baixa e com um tímido adeus que deixaram o palco e o público, que ficou de pé a dar uma merecida ovação aos ingleses, embora quisessem mais daquilo que já não havia mesmo.
Para quem não conseguiu ver os The xx em Lisboa ou no Porto, pode sempre vê-los no dia 8 de Julho no Festival Optimus Alive!10, a partilhar o mesmo palco que Florence and The Machine, LaRoux e Devendra Banhart.