quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Magistrates – Make This Work



Vindos de Essex, Inglaterra, temos os Magistrates com uma sonoridade óptima para a época do ano em que nos encontramos. Com uma pop a puxar para uns ares indie temos a Make This Work, uma música dançável e alegre, de onde se destaca a voz do vocalista Paul Usher.
Consta que irão lançar um álbum este ano, e enquanto isso não acontece temos a Make This Work para nos entreter:

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

The Dead Weather – Treat Me Like Your Mother



Mais um projecto em que Jack White está envolvido. The Dead Weather são um super grupo de rock alternativo composto por Alison Mosshart dos The Kills, Jack White dos The White Stripes e dos The Raconteurs, Dean Fertita dos Queens Of The Stone Age e Jack Lawrence dos The Raconteurs.
Lançaram a 14 de Julho deste ano o álbum Horehound, de onde se retira este segundo single, Treat Me Like Your Mother.

Deixo o fantástico vídeo de Treat Me Like Your Mother em que Jack White e Alison Mosshart se divertem um com o outro:


Entretanto Diplo já andou a brincar com esta música, de onde saiu um remix com um som electrónico e umas puxadas para o lado tribal.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Festival Paredes de Coura 2009



Cheguei depois do almoço, dia 28. O parque de estacionamento ainda estava vazio, o parque de campismo estava a começar a compor-se e o recinto do festival ainda não estava completamente concluído.


DIA 29 de Julho – Quarta-feira

O recinto está na mesma, o palco principal ainda encerrado no dia da recepção ao campista. O destino era o Palco After-Hours para ver Sean Riley And The Slowriders, que deram um bom concerto na onda dos blues e rock, começando o festival de uma boa maneira portuguesa.
Seguiram-se os Strange Boys com a voz altamente esganiçada do vocalista Ryan Sambol, mas que se encaixava perfeitamente nos blues da banda.
Patrick Wolf, o cabeça de cartaz deste dia, fez jus á sua fama com um bom concerto pop, sendo o clímax do espectáculo atingido no final do concerto, onde foram interpretados temas como Battle e The Magic Position.


Para encerrar o palco, foi a vez dos Bons Rapazes da Antena 3. Não foi nada de espectacular, mas também não foi uma surpresa, os Bons Rapazes apenas se limitaram a fazer um live act daquilo que fazem diariamente na Antena 3 e para encerrar um dia no After-Hours esperava-se algo um pouco mais mexido/agressivo.


DIA 30 de Julho – Quinta-feira

Comecei o dia de concertos com The Pains Of Being Pure At Heart, com um espectáculo paradinho, mas boas canções indie ao vivo, tal como se previa depois do lançamento do seu álbum de estreia. São um grupo simpático ao vivo, mais pela sorridente teclista Peggy Wrang que conseguiu derreter o público.
Seguiram-se os The Horrors com o seu punk-rock obscuro, tendo amolecido um pouco o público. Mas foi por pouco tempo que o público ficou meio adormecido, os Supergrass animaram a festa com um brit-pop animado e alegre.
Mas o público estava ansioso pelos cabeças de cartaz, Franz Ferdinand. Deram um concerto fenomenal, onde tocaram temas dos seus três álbuns de uma forma inteligente. Os temas do seu primeiro álbum eram os mais esperados e levaram o público ao delírio. Com um bom encore a terminar com Lucid Dreams, o tema mais electrónico do seu último álbum, Tonight: Franz Ferdinand.


Com o encerramento do Palco Nokia, passou o público resistente para o Palco After-Hours onde se seguiam os Chew Lips, uma actuação simpática electro-pop de mais uma das apostas da Kitsuné. A noite continuou com o dj set dos Holy Ghost! Passando uma sonoridade algures entre a electrónica e o house.


DIA 31 de Julho – Sexta-feira

O terceiro dia de concertos na Praia Fluvial do Tabuão começou com Mundo Cão, trazendo mais uma vez a este festival o seu rock mais obscuro, desta vez já com dois álbuns lançados. Seguiram-se os Portugal, The Man que acalmaram os ânimos entre o público com uma actuação calma, mas bons momentos instrumentais.
Os Blood Red Shoes entraram a partir, mostrando que uma guitarra e uma bateria são já bastante suficientes para formar uma banda e dar bons concertos pop-rock, em que a perícia a tocar guitarra de Laura-Mary Carter e a grande capacidade de Steven Ansell de tocar bateria com batidas acelaradas e cantar ao mesmo tempo não passaram despercebidas em Paredes de Coura.
Peaches levou a extravagancia e a loucura a edição deste ano do festival. Apresentou-se em palco com a sua banda, os Sweet Machine. Mudou de roupa diversas vezes, cantou em cima do público, distribuiu também uns tantos pontapés e conseguiu levar o público a tirar as t-shirts e tops. Deu um espectáculo de electrónica hilariante e divertido.


Depois de Peaches, o público que estava mais a frente do palco mudou. Os Nine Inch Nails vinham aí para mostrar porque estava o anfiteatro natural tão cheio. O seu rock industrial levou ao êxtase os milhares de fãs que rumaram em direcção a Paredes de Coura, provavelmente para assistirem a uma das últimas actuações da mítica banda.
Seguiu-se o Palco After-Hours no seu melhor dia. Kap Bambino deixaram o público completamente selvagem com a sua electrónica psicadélica. Parecia um deja-vú de Paredes de Coura 2007 aquando da actuação dos Crystal Castles.
Punks Jump Up levaram a boa música electrónica a um tenda que estava apinhada de gente devido à chuva forte que se fez sentir na altura.


DIA 1 de Agosto – Sábado

Os festivais com campismo têm destas coisas, o pessoal por muito que se despache, não consegue e acaba por perder alguns concertos. Foi o que me aconteceu com Temper Trap e Foge Foge Bandido.
Os espanhóis The Right Ons levaram o rock ao palco principal e a boa disposição, não conseguindo mesmo assim arrancar o público todo que estava sentado no anfiteatro.
Seguiram-se os Howling Bells, que além da sua pop calminha e da bastante simpática figura de Juanita Stein, a vocalista, não conseguiram arrancar o público do chão. Treasure Hunt e Cities Burning Down mostraram que os Hoeling Bells são uma banda a ter em atenção e ouvir com mais atenção.
Jarvis Cocker deu um dos melhores concertos que a edição de 2009 de Paredes de Coura teve. Deu um fantástico concerto que foi desde o rock até aos blues. Com uma figura cómica (que meteu o público a rir devido a uma tropeçar em palco, cair e continuar a cantar deitado no chão de pernas esticadas no ar) e bastante comunicativo com o público, público este que mostrou conhecer melhor o último álbum do músico em canções como Angela.
O concerto dos The Hives foi o que se esperava, um grande concerto, animado e com Pelle Almqvist a cansar o público. Um óptimo concerto, embora dêem um espectáculo tanto ou quanto repetitivo para quem já os viu mais de uma vez.


No Palco After-Hours começou-se com os portuenses Sizo que voltaram a levar um bom concerto rock a Paredes de Coura. O último a actuar no festival foi Nuno Lopes com um dj set electrónico com as novidades do momento, embora ainda tenha de treinar umas melhores passagens.



E chegou-se ao fim do Festival de Paredes de Coura 2009. Para o ano há mais entre os dias 28 e 31 de Julho.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Festival Paredes de Coura 2009



Este é um dos mais importantes festivais portugueses e o meu favorito. Vai decorrer de 29 de Julho a 1 de Agosto e conta este ano como cabeças de cartaz: Patrick Wolf, Franz Ferdinand, Nine Inch Nails e The Hives.
Este vai ser um festival para descobrir bandas novas ao vivo e para relembrar outras, tais como Franz Ferdinand ou The Hives.


Deixo algumas performances do que espero encontrar em Paredes de Coura:


Dia 29 de Julho:

- Sean Riley And The Slowriders

- Patrick Wolf


Dia 30 de Julho:

- The Pains Of Being Pure At Heart

- Franz Ferdinand


Dia 31 de Julho:

- Blood Red Shoes

- Nine Inch Nails


Dia 1 de Agosto:

- Jarvis Cocker

- The Hives


A não esquecer, temos o After-Hours de Paredes de Coura que já são lendários!
Quando voltar espero estar em condições de dizer alguma coisa sobre este grandioso evento. ;)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Festival Super Bock Super Rock Lisboa 2009 - The Killers



O melhor concerto que vi até hoje, sem dúvida. Os The Killers deram um concerto memorável no Estádio do Restelo. Foi uma estreia em Portugal perfeita e sinceramente acho que até foi bom só terem vindo agora, foi o momento ideal. Nesta altura são uma banda mais sólida e com um reportório invejável, depois do lançamento do seu último álbum Day And Age.



Nunca tinha assistido a um concerto em que o público cantava em uníssono todas as músicas. Via-se que a banda estava bastante satisfeita e feliz com o que estava a presenciar e que foi totalmente apanhada de surpresa, pois não devia estar á espera da aderência que o concerto acabou por ter. O público entregou-se a 100% ao concerto!



Spaceman acabou por se tornar o hino da noite, após a música acabar em palco, continuou cá em baixo, no público. Brandon Flowers ainda foi ao piano para tentar satisfazer o público com uma versão do refrão numa forma mais acústica. Pois não foi suficiente! Bem que começaram a tentar tocar a próxima música, mas foi impossível, foi completamente abafada pela cantoria que ia no público ainda devido a Spaceman. Foram forçados a parar, após terem tocado uns 5 segundos. A audiência continuava a entoar os primeiros momentos da música. Os elementos da banda sorriram, fizeram uma troca de olhares e quando voltaram a tocar nos instrumentos, começaram-se a ouvir os primeiros acordes de Spaceman. Foi o delírio colectivo do público! Nunca tinha visto nenhum concerto em que a banda fosse literalmente obrigada a tocar a mesma música duas vezes seguidas. Foi realmente um momento único.







No encore houve direito a explosões e fogo de artifício, tendo acabado o concerto com When You Were Young.



A banda prometeu que não voltaria a demorar tanto tempo para voltar a Portugal. Nós cá estaremos à sua espera.



Deixo o vídeo que fiz de Somebody Told Me, bem como algumas fotos que fui tirando durante o concerto. Tenho pena de não ter mais vídeos, mas o cartão de memória que tenho tem uma capacidade miserável.


Para que lá esteve, tenho a certeza que lhes vai ficar na memória este fantástico concerto.
Grandes THE KILLERS!!!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Festival Super Bock Super Rock – Lisboa



O SBSR está morto? Sim. Então porque vais? Os THE KILLERS vão lá!!! É a única razão. Estava a ver que nunca mais paravam por Portugal!
Pois é, são a minha banda favorita, digam o que disserem. Têm músicas muito, mas muito boas. O pessoal diz sempre: “Não gosto dos gajos, acham-se muita bons”, “A música deles é uma treta”, bla bla bla. Entendo que não gostem do género de música deles, mas apenas quem já os ouviu. Ouvir mesmo, não é meter a tocar e ir ler um revista, comer e ainda ver televisão ao mesmo tempo. Eu cada vez que ouço The Killers descubro músicas. E são realmente boas. Eles não dizem que são bons à toa.
Costumo usar como termo de compração os Kaiser Chiefs. Aparecerem mais ou menos na mesma altura, com singles altamente orelhudos (Somebody Told Me e Every Day I Love You Less And Less). Eu gosto dos Kaiser Chiefs, mas não passaram da “cepa torta”, fizeram o Every Day… e não saíram daí, continuaram a fazer músicas aos pulinhos. Os The Killers não. Nota-se uma evolução, a música está “mais cuidada”, não está feita de qualquer maneira e têm letras com sentido. Não são letras parvas.
Para os mais cépticos aconselho que ouçam:
- All These Things I’ve Done
- For Reasons Unknown - Read My Mind
- Smile Like You Mean It
- Losing Touch
- Goodnight, Travel Well
- This River Is Wild
- My List
- Bling (Confessions Of A King)

Melhor álbum deles até agora: Hot Fuss

Tenho enormes expectativas para o concerto de amanhã, espero não me desiludir.

Deixo o Read My Mind:

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Simian Mobile Disco – Audacity Of Huge



Os ingleses Simian Mobile Disco lançam o segundo álbum de originais, Temporary Pleasure, a 18 de Agosto.
Parece que vem aí mais um bom álbum de electrónica dos senhores de We Are Your Friends. Deste novo álbum já se conhecem três músicas: 10000 Horses Can’t Be Wrong, Synthesise e a mais recente Audacity Of Huge. Uma música electrónica que fica na cabeça, devido á repetição do título da canção e da letra fácil de captar, embora goste mais da 10000 Horses Can’t Be Wrong.

Vejam o colorido vídeo de Audacity Of Huge:

segunda-feira, 13 de julho de 2009

3º Dia do Optimus Alive!09



Último dia do Alive e eu estava completamente exausto!
A Silent Film não vi muito pois, pura e simplesmente, aborreceram-me.
A seguir começou a festa realmente com Los Campesinos!, imparáveis em palco e bastante participativos com o público.
Linda Martini deram um grande concerto no palco mais pequeno do festival! Uma autêntica estupidez por parte da organização. Os Linda Martini já não são uma banda de garagem que precise de se afirmar. Eles já tocaram no palco principal de Paredes de Coura! Como seria previsível, a tenda estava completamente cheia, com público a assistir já fora dela.
AutoKratz mostraram que sabem dar concertos electrónicos muito bons com direito a partir guitarras e tudo!
A louraça Lykke Li tem uma óptima voz e surpreendeu-nos com um perfeito: “Estou muito feliz por estar aqui”.
Não conhecia Ghostland Observatory, mas ficou-me na memória, talvez não só pela electrónica psicadélica, mas também pelos lazers utilizados duram o espectáculo!

Para o ano há mais…
A seguir: The Killers no SBSR Lisboa.

domingo, 12 de julho de 2009

2º Dia do Optimus Alive!09



Apenas uma palavra para o segundo dia do Optimus Alive: PERFEITO!
As bandas escolhidas, os palcos onde tocaram, tudo estava óptimo.
Comecei com Os Pontos Negros que para uma banda recente nacional já tinha um público aceitável a entoar as suas canções!
Se os senhores do dia 9 foram os Tv On The Rádio, os do dia 10 foram sem dúvida os Eagles Of Death Metal. Josh Homme é altamente interactivo com o público, deixou-o completamente á vontade como se tivéssemos acabado de entrar na casa dele. Dão um bom concerto rock, sem dúvida.
Late Of The Pier já no Palco Super Bock deram início ao melhor alinhamento de bandas que eu tinha visto num festival. Mostraram porque são tão adorados, mal se começaram a ouvir os primeiros sons de Bears Are Coming.
Os Hadouken! deram um concerto como eu não esperava! Foi um concerto mais agressivo que LOTP, com direito a círculos moche.
Mais agressivos ainda que H!, mas no mesmo seguimento electrónico, foi a vez de Does It Offend You, Yeah? que mostraram ao vivo uma energia fantástica. Acabaram com We Are Rockstars, que levou o público ao delírio e ao enorme espalho do guitarrista no meio do chão, que á última da hora se arrependeu de voar em direcção ao público, quando reparou que a distância do palco até ao público ainda era alguma, e mandou uma grande chapa do palco cá para baixo!
Fischerspooner dá um grande espectáculo ao vivo de dança e luzes. É mesmo um espectáculo a não perder. É pena o algum playback, mas também para aquele tipo de espectáculo não deve ser nada fácil canta, dançar e trocar de roupa.
Por último, THE PRODIGY! Foi a perdição total. Foi de certeza o melhor concerto deste festival! O público foi levado ao delírio completo com com Omen e Run With The Wolves. Foi Perfeito!
Tive pena de não ter visto The Ting Tings, mas estava perdido em Prodigy.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

1º Dia do Optimus Alive!09




O 1º dia do Alive no Palco Super Bock valeu a pena apenas por três bandas: Tv On The Rádio, Klaxons e Crystal Castles. Queria ter visto Os Golpes mas já não cheguei a tempo.
Delphic são uma das novas bandas de electro pop com músicas engraçadas, mas perdem imenso na actuação ao vivo porque em vez de fazerem um concerto, fazem um set. Estas bandas novas que andam a surgir de electrónica têm de pensar muito bem o que querem fazer em palco porque acabam por ser um bocado maçadoras.
Os Air Traffic acabam por ser mais uma banda banal, com umas sonoridades muito semelhantes aos Muse e com uma música que toda a gente entoa como um hino, apenas porque apareceu num anúncio público.
Tv On The Rádio, eles são uns senhores! Um concerto muito bom. Adorei a Wolf Like Me o vivo!
Os Klaxons apresentaram-se em palco “cansados”. Estavam sem a energia toda que se viu á dois anos no Super Bock Super Rock. Apresentaram músicas novas alternadas com as de Myths Of The Near Future. Se as músicas que apresentaram vão ser predominantes no próximo álbum, parece-me que vamos ter um álbum um bocado enfadonho.
Crystal Castles foi a loucura total! Desta vez o concerto teve uma duração maior que em Paredes de Coura (que tinha sido de apenas 30 min.). Alice Glass dá a vida aos CC. Completamente maluca, energética e com uns olhos que devoraram o público presente no Palco Super Bock! Ela só tinha três localizações no decorrer do concerto: em cima da bateria, a contorcer-se deitada no palco ou aos gritos por cima do público, onde pelos vistos se sente bastante bem! :D
Erol Alkan… terrível. Faz bons remixes, mas tem um set que anda á volta de uns sons de ambiente, uma electrónica chata e uma house á mistura. A seguir a CC, morreu completamente. Ouvi três músicas e fui apanhar o comboio.

Hoje, THE PRODIGY!!!!